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Nova York endurece restrições e obriga vacina para restaurantes

Clientes que desejarem comer fora terão de apresentar comprovante de vacinação. Casos da variante Delta preocupam nos EUA

Comer fora ou ir ao cinema em Nova York acaba de ganhar novas regras, mesmo com a vacinação avançada.

A cidade anunciou que passará a exigir obrigatoriedade de teste negativo de covid-19 ou de comprovante de vacinação para todos que desejarem comer em restaurantes, fazer exercícios em lugares fechados ou frequentar espaços culturais como cinema ou teatro.

A medida vem em linha com o aumento de casos da variante Delta, que preocupa nos Estados Unidos. O número de novos casos na cidade de Nova York subiu mais de cinco vezes em julho, com a média móvel nos últimos sete dias superando 900 casos diários.

Nova York se torna assim a primeira grande cidade dos Estados Unidos a exigir vacinação para frequentar estabelecimentos, seguindo países como França e Itália.

A regra passa a valer no próximo dia 16 de agosto, mas a fiscalização de fato só começa em setembro, após um período de transição e quando um novo ano letivo começará nas escolas.

"É hora de as pessoas enxergarem a vacinação como literalmente necessária para viver uma vida boa, plena e saudável", disse o prefeito Bill de Blasio em coletiva de imprensa.

O prefeito afirmou que "nem todos vão concordar conosco", mas que a prefeitura visa proteger o maior número de pessoas possível.

O plano inclui a criação de um passaporte de vacinação, o “Key to NYC Pass” (a "chave para NYC"), a ser apresentado pelos vacinados nos estabelecimentos. 

Nos últimos meses, os EUA vinham relaxando restrições diante do avanço da vacinação e queda no número de casos e mortes.

Em medida questionada, o CDC, centro de controle e prevenção de doenças, chegou a anunciar que os completamente vacinados não precisavam mais usar máscara, nem mesmo em lugares fechados. Nos últimos dias, com o aumento de casos, a organização voltou atrás para as regiões mais afetadas — o que não inclui Nova York, por ora.

De Blasio, no entanto, tem relutado em voltar com a obrigatoriedade de máscaras em Nova York, apesar de pedidos de especialistas.

Novos estudos têm mostrado que as vacinas contra a covid-19, embora evitem a maioria dos casos graves da doença, não impedem que um infectado com a variante Delta transmita o vírus para outra pessoa. Uma vez que há regiões em que só metade da população está vacinada, a informação é preocupante para o controle da pandemia nos EUA.

Neste mês, a prefeitura de Nova York já havia passado a exigir que funcionários municipais sejam obrigados a se vacinar até meados de setembro.

Empresas em todo o país também começaram a exigir vacinação para trabalhar, como Google, Netflix e Facebook.

Vacinados nos EUA

Uma dificuldade dos Estados Unidos é aumentar a taxa de vacinados.

Embora sobrem vacinas no país, o número de completamente vacinados adultos (com mais de 18 anos) é de somente 61% da população. Se incluída toda a população, a taxa cai para 50%.

No Brasil, a fatia de totalmente vacinados é de 20% da população.

Na cidade de Nova York, com 8 milhões de habitantes, a parte mais vacinada entre os cinco condados que compõem a cidade é a área de Manhatan, a mais rica (71% da população tomou uma dose, e a taxa sobe para 80% se contabilizados só os adultos).

Mas há desigualdades dentro da cidade. No Bronx, só 50% da população tomou ao menos uma dose. Em Kings County (condado que representa a região do Brooklyn), a taxa é de 52%.

O presidente americano, Joe Biden, cogita oferecer prêmio de 100 dólares a quem se vacinar. A própria Prefeitura de Nova York também está pagando, desde a última sexta-feira, 30, o mesmo valor para os novos vacinados. Governos em todo o país têm oferecido prêmios diversos, de sorteio de 1 milhão de dólares e bolsas na faculdade a refeições gratuitas e ingressos para shows.

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