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Netanyahu exige desmonte da capacidade nuclear do Irã em nova rodada de negociações

Primeiro-ministro israelense condiciona acordo à remoção de material enriquecido e ao desmantelamento de infraestrutura

O primeiro ciclo de conversas aconteceu em 6 de fevereiro, em Mascate (Oliver Contreras/AFP)

O primeiro ciclo de conversas aconteceu em 6 de fevereiro, em Mascate (Oliver Contreras/AFP)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 15 de fevereiro de 2026 às 16h21.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estabeleceu neste domingo, 15, condições consideradas por ele como inegociáveis para um eventual acordo nuclear entre Estados Unidos e Irã.

Em discurso na Conferência de Presidentes de Organizações Judaicas Americanas, em Jerusalém, Netanyahu defendeu o desmonte completo da capacidade de enriquecimento de urânio do país persa.

"Todo o material enriquecido deve sair do Irã", afirmou o premiê, listando o que chamou de primeira condição para qualquer entendimento. A segunda, segundo ele, é que o país não mantenha nenhuma capacidade de enriquecimento, o que implica "desmantelar os equipamentos e a infraestrutura que permitem o enriquecimento de urânio".

Netanyahu também mencionou a necessidade de resolver a questão dos mísseis balísticos iranianos e defendeu que o programa nuclear seja submetido a inspeções rigorosas. "Tem que haver inspeções reais, inspeções substantivas, sem prazos de antecedência, mas inspeções efetivas para tudo isso", declarou.

O premiê afirmou que já havia apresentado essas exigências durante sua reunião com o presidente americano, Donald Trump.

Contexto das negociações

As declarações ocorrem às vésperas da segunda rodada de negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã, marcada para terça-feira, 17, em Genebra.

O primeiro ciclo de conversas aconteceu em 6 de fevereiro, em Mascate, capital de Omã, após uma tentativa anterior de diálogo ter fracassado em junho do ano passado, quando Israel iniciou uma guerra de 12 dias contra a república islâmica com participação dos Estados Unidos nos bombardeios.

Desde então, Washington intensificou a pressão militar sobre Teerã, com o envio de porta-aviões à região — inicialmente como resposta à repressão contra protestos no Irã em janeiro e, posteriormente, como forma de pressionar por um acordo.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, já viajou neste domingo para a Suíça, onde participará do novo ciclo de conversas com os Estados Unidos.

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