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Neonazistas agridem família de imigrantes em Berlim

A ação aconteceu em um trem e a polícia, alertada por passageiros que tinham presenciado a agressão no sábado passado, conseguiu deter os dois homens


	Neonazista participa de comício da extrema-direita: suspeiros foram acusados de insultos, lesões físicas e uso de símbolos anticonstitucionais
 (Robert Michael/AFP)

Neonazista participa de comício da extrema-direita: suspeiros foram acusados de insultos, lesões físicas e uso de símbolos anticonstitucionais (Robert Michael/AFP)

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Da Redação

Publicado em 25 de agosto de 2015 às 14h16.

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Berlim, 25 ago (EFE).- A Polícia de Segurança do Estado da Alemanha, encarregada da investigar crimes com motivação política, abriu um inquérito nesta terça-feira contra dois neonazistas, de 32 e 37 anos, acusados de agredir verbal e fisicamente em Berlim uma mulher e seus dois filhos, de 5 e 15 anos, procedentes do Leste Europeu, ação na qual um deles urinou nas crianças.

A ação aconteceu em um trem e a polícia, alertada por passageiros que tinham presenciado a agressão no sábado passado, conseguiu deter os dois homens em uma estação próxima.

De acordo com a polícia, os suspeitos, que foram postos em liberdade pouco depois, já eram fichados por crimes relacionados à extrema direita. Pela ação do sábado passado eles foram acusados de insultos, lesões físicas e uso de símbolos anticonstitucionais.

O órgão explicou que conseguir uma ordem de prisão contra os dois homens teria poucas perspectivas de sucesso, já que contam com domicílio fixo e seus dados pessoais já registrados pela polícia. Além disso, dificulta a situação o fato de a identidade das vítimas ainda não ser conhecida, já que a mulher não denunciou a ação.

O responsável de Interior de Berlim, Frank Henkel, que já tinha dito ontem que esse é o "insuportável rosto do racismo" e que o caso era "repugnante", ressaltou hoje que "quando ultradireitistas urinam em crianças ou desfilam por abrigos de refugiados carregando ripas de madeira com fogo já se ultrapassou amplamente a linha vermelha".

A empresa que opera os trens na Alemanha proibiu os dois ultradireitistas de acessar suas instalações por um ano.

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