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Mísseis guiados, ogivas e 1,3 milhão de soldados: veja o poderio bélico dos EUA contra a Venezuela

Na manhã deste sábado, Trump anunciou que os Estados Unidos realizaram um ataque em grande escala contra a Venezuela

Donald Trump, presidente dos EUA, e Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (Montagem/Exame)

Donald Trump, presidente dos EUA, e Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (Montagem/Exame)

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 11h49.

Última atualização em 3 de janeiro de 2026 às 11h58.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que o país realizou um “ataque em larga escala” contra a Venezuela e capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, que teriam sido levados para fora do país

Em postagem na rede Truth Social, Trump escreveu: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, com sua esposa, capturado e levado para fora do país”.

Os militares da Força Delta, considerada tropa de elite do Exército dos Estados Unidos, teriam sido os responsáveis pela captura de Maduro nesta madrugada. A informação foi divulgada pela emissora americana CBS, depois que Trump publicou em sua rede social que o líder venezuelano havia sido “capturado e retirado do país”, sem detalhar oficialmente qual unidade conduziu a ação.

EUA x Venezuela: Quem tem mais força?

Os Estados Unidos ocupam a liderança mundial no quesito poder militar, enquanto a Venezuela está entre as forças de médio porte no continente americano, segundo informações do site Global Firepower, que conta com um ranking que classifica as potências militares do mundo. A lista feita pela plataforma indica que a Venezuela conta com Power Index de 0,8882 — isso significa que se for mais próximo de zero, maior é o poderio militar. Enquanto os EUA têm índice de 0,0712 no ranking, consolidando sua liderança.

O Exército norte-americano conta com 1,3 milhão de soldados ativos e aproximadamente 800 mil na reserva.

No campo aéreo, as forças armadas dos EUA possuem mais de 13 mil aeronaves, sendo que 9.700 estão prontas para combate; em terra, há mais de 4.600 tanques e cerca de 390 mil veículos operacionais; no mar, a potência se expande com 440 ativos navais, incluindo 70 submarinos.

Além disso, os EUA detêm um dos maiores arsenais nucleares do mundo, com 5.177 ogivas, ficando apenas atrás da Rússia, de acordo com a Federação de Cientistas Americanos (FAS).

Poder militar da Venezuela

Por outro lado, a Venezuela tem aproximadamente 337 mil militares entre ativos e reservas, além das Milícias Bolivarianas, criadas pelo ex-presidente Hugo Chávez — que governo o país entre 1999 e 2013 — para militarizar a população e defendê-la contra uma possível invasão. Maduro já mobilizou cerca de 4,5 milhões de pessoas para essa tarefa, embora esse número seja considerado exagerado.

As Forças Armadas da Venezuela possuem uma frota aérea de 229 aeronaves, sendo que apenas 126 estão em operação; no setor terrestre, há 172 tanques e cerca de 8.800 veículos; e a marinha conta com 34 embarcações.

A maioria dos equipamentos militares venezuelanos é de origem russa e soviética, embora, nos últimos anos, o país tenha buscado suprimentos bélicos da China e do Irã.

Apesar dos recursos limitados, Caracas faz investimentos significativos no setor militar. De acordo com estimativas da CIA, o governo venezuelano destinou 0,6% do PIB à defesa no ano passado.

O que aconteceu agora?

Os Estados Unidos afirmaram que capturaram e retiraram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa durante uma operação militar e policial realizada na madrugada deste sábado.

Segundo o The Wall Street Journal, a ação ocorre após meses de pressão crescente de Washington sobre o regime venezuelano, que incluiu a apreensão de petroleiros na costa do país, ataques aéreos contra supostas embarcações ligadas ao narcotráfico e uma operação da CIA em território venezuelano.

A vice-presidente da Venezuela afirmou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu que os Estados Unidos apresentassem provas de que ele estaria vivo.

O governo venezuelano classificou a ofensiva como um ato de agressão militar dos Estados Unidos contra a capital e contra os estados de Miranda, La Guaira e Aragua.

Em comunicado oficial, Caracas ordenou uma mobilização geral das forças sociais e políticas do país para enfrentar o que descreveu como um ataque imperialista. Moradores das proximidades do Palácio de Miraflores, sede do governo, relataram forte presença militar nas ruas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

O governo venezuelano voltou a acusar os Estados Unidos de tentar se apropriar de seus recursos estratégicos, especialmente petróleo e minerais, e de buscar romper à força a independência política do país. “Eles não terão sucesso”, afirmou o comunicado.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou os bombardeios, afirmando que a ação “ultrapassa uma linha inaceitável” e representa “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela”.

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