Guerra Israel-Hamas: conflito teve início em 7 de outubro de 2023 (Zain Jaafar/AFP)
Agência de Notícias
Publicado em 20 de março de 2025 às 15h12.
O ministro da Defesa insraelense, Israel Katz, ordenou que suas tropas "continuem a intensificar as operações na Faixa de Gaza" nesta quinta-feira, três dias depois que as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) romperam o cessar-fogo e realizaram novos bombardeios no enclave, que já mataram pelo menos 506 pessoas, a maioria mulheres e menores de idade, de acordo com autoridades palestinas.
"Já estamos vendo que a pressão militar está afetando a posição do Hamas. Não vamos parar até que eles libertem os reféns", disse Katz durante uma reunião com o chefe do Estado-Maior Geral, Eyal Zamir, e outras autoridades de defesa sênior para avaliar a situação da segurança.
As famílias dos reféns se opõem à pressão militar como estratégia para fazer com que o Hamas liberte os 59 reféns que ainda mantém em seu poder (35 deles mortos, segundo Israel), temendo que suas vidas sejam ceifadas por bombas israelenses ou que o grupo islâmico os sacrifique.
No início desta quinta-feira, as IDF também anunciaram, em uma comunicado separado, que mataram o chefe da força de segurança do Hamas, Rashid Jahjuh, que, segundo a declaração, chefiava "uma unidade secreta central dentro do grupo islâmico".
Na mesma nota, a entidade acrescentou que também havia matado o chefe do setor de Khan Younis (sul de Gaza) do Hamas, Ayman Atsalih, e Ismail Abd al-Aal, o qual descreveu como "um terrorista importante na unidade de contrabando de armas da Jihad Islâmica".
Desde que Israel rompeu o cessar-fogo com uma onda de bombardeios em Gaza na madrugada de terça-feira, acompanhada por uma ofensiva terrestre que começou no dia seguinte, pelo menos 506 palestinos foram mortos e 909 ficaram feridos nos ataques, de acordo com o Ministério da Saúde do governo do Hamas na Faixa de Gaza.