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Milei fala pela 1ª vez sobre denúncias de corrupção: 'tudo mentira'

Em áudios vazados, é detalhado um esquema de propinas na compra estatal de medicamentos por meio da Agência Nacional de Deficiência liderada por um ex-funcionário do governo

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 27 de agosto de 2025 às 20h56.

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O presidente da Argentina, Javier Milei, se pronunciou nesta quarta-feira pela primeira vez sobre as denúncias de corrupção contra ele e sua irmã, Karina Milei, após o vazamento de áudios incriminatórios do ex-funcionário nacional e advogado do presidente, Diego Spagnuolo.

Sobre Spagnuolo, ele afirmou que "tudo o que ele diz é mentira".

“Vamos levá-lo à Justiça e provar que ele mentiu”, disse Milei à imprensa durante um ato eleitoral na localidade de Lomas de Zamora, na província de Buenos Aires, em alusão às gravações nas quais o advogado descreve um esquema de subornos com o conhecimento do presidente.

Nos áudios, é detalhado um esquema de propinas na compra estatal de medicamentos por meio da Agência Nacional de Deficiência (Andis) — liderada por Spagnuolo até sua demissão após a divulgação das gravações — que teria como principal responsável o subsecretário de Gestão Institucional da Secretaria-Geral da Presidência, Eduardo 'Lule' Menem.

Os áudios também mencionam Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência, como possível destinatária de parte dos subornos que envolvem a empresa de comercialização de medicamentos Suizo Argentina.

A resposta de Milei ocorreu após uma semana de silêncio sobre a denúncia, que foi abordada e desmentida nos últimos dias por Menem, a empresa mencionada e outros funcionários do governo.

A declaração do presidente ocorreu minutos antes de ele ser agredido por manifestantes de oposição que compareceram ao evento eleitoral desta quarta-feira em Lomas de Zamora e jogaram pedras e outros objetos, desencadeando confrontos e a retirada do presidente e de sua irmã.

Paralelamente, o chefe de Gabinete de ministros, Guillermo Francos, denunciou nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados que a acusação contra Milei é uma "operação política" na véspera das eleições legislativas de 7 de setembro na província de Buenos Aires, principal reduto do peronismo.

Os áudios de Spagnuolo motivaram uma denúncia criminal na Justiça por parte do advogado Gregorio Dalbón, representante legal da ex-presidente Cristina Kirchner em diferentes causas.

A investigação ficou a cargo do promotor federal Franco Picardi, que ordenou mais de uma dezena de buscas e apreensões, que começaram a ser realizadas nos últimos dias.

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