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Mais restaurantes nos EUA e no Reino Unido permitem cachorro

As regulações europeias afirmam que os cachorros devem ficar fora dos “lugares onde alimentos são preparados, manuseados ou armazenados”.


	Cachorro: “Se não estiverem na cozinha, eles não podem contaminar os alimentos que estão sendo preparados", defende especialista.
 (Getty Images)

Cachorro: “Se não estiverem na cozinha, eles não podem contaminar os alimentos que estão sendo preparados", defende especialista. (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 8 de agosto de 2016 às 22h08.

Fergus entrou no Daphne’s, um restaurante italiano no bairro chique South Kensington, em Londres, que é um dos preferidos das celebridades e serve um maravilhoso tagliatelle com cogumelos cantarelos e trufas de verão por 30 libras (US$ 39).

Ele se sentou, bebeu um pouco de água e olhou ao redor. Depois farejou o ar e lambeu o nariz.

Fergus é um Staffordshire bull terrier. Embora normalmente os cães sejam bem-recebidos nos pubs do Reino Unido, está se tornando cada vez mais comum vê-los em restaurantes como o Daphne’s em Londres e nos terraços de restaurantes de Nova York à Califórnia.

Daphne’s é apenas o mais novo lugar a admitir cachorros, a partir do mês passado, no almoço e apenas em uma parte do salão. Na primavera do Hemisfério Norte, o departamento sanitário municipal de Nova York emitiu novas regras sobre a admissão de cachorros nas áreas descobertas dos restaurantes. Depois que a Califórnia aprovou uma lei semelhante há dois anos, os restaurantes por lá passaram a oferecer tigelas de água, porta correias e outros confortos caninos, disse a Associação de Restaurantes da Califórnia.

“É muito gratificante quando as pessoas dizem que podem sair para jantar com mais frequência porque aceitamos cachorros”, disse Jeremy King, um dos proprietários de vários restaurantes de sucesso em Londres que abrem as portas para cães, como o bar-restaurante Bellanger, o Colbert e o American Bar no Beaumont.

Os temores em relação à saúde e a segurança são exagerados, disse a Dra. Lisa Ackerley, membro da Sociedade Real de Saúde Pública e consultora de segurança alimentar para a Associação Britânica de Hospitalidade.

“É um mito”, disse ela. “Se não estiverem na cozinha, eles não podem contaminar os alimentos que estão sendo preparados e, em uma sala de jantar, eles não representam um risco maior que os seres humanos”.

As regulações europeias afirmam que os cachorros devem ficar fora dos “lugares onde alimentos são preparados, manuseados ou armazenados”. Em outras palavras, os cachorros não podem entrar nas cozinhas, mas sim nos salões. Nos EUA, os cachorros são menos bem-vindos do que na Europa. A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA recomenda proibir a presença de cachorros nos estabelecimentos, à exceção de cães-guia, mas a decisão final cabe às autoridades estaduais e locais, que têm abordagens distintas.

No Daphne’s, os clientes podem comprar uma tigela para cachorro criada por uma frequentadora assídua, a designer Lulu Guinness, com uma imagem de sua própria cadelinha, Daphne the Westie. Custa 60 libras (US$ 79). Fergus se sente à vontade em um restaurante: seu dono é o chef Bruno Loubet e Catherine, sua esposa.

Mas não pense que só os cachorros estão conseguindo o que querem. Há uma lista de espera para as mesas do Lady Dinah’s Cat Emporium, que diz ser o primeiro café para gatos de Londres.

Miau.

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