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Maduro diz a Lula que está governando e não fará pactos

Nicolás Maduro disse que não vai participar de pactos, ao responder recomendações de Lula para que a Venezuela convocasse um governo de coalizão

Nicolás Maduro, presidente venezuelano: " é o que estamos fazendo, governando, mesmo com os protestos não deixamos de governar nem um segundo" (/Miraflores Palace/ Handout via Reuters)

Nicolás Maduro, presidente venezuelano: " é o que estamos fazendo, governando, mesmo com os protestos não deixamos de governar nem um segundo" (/Miraflores Palace/ Handout via Reuters)

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Da Redação

Publicado em 9 de abril de 2014 às 09h44.

Caracas - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que não vai participar de pactos e que está governando seu país, ao responder as recomendações feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu que o venezuelano convocasse um governo de coalizão para reduzir a tensão política e se dedicasse inteiramente a governar.

"Concordo totalmente com Lula e é o que estamos fazendo, governando, mesmo com os protestos não deixamos de governar nem um segundo", disse Maduro durante seu programa semanal de rádio.

O chefe de Estado disse que seu governo considera Lula como "um pai da esquerda", um "querido companheiro" e que tem certeza que o ex-presidente brasileiro está pedindo que a Venezuela estabeleça "uma grande coalizão para governar com o povo, com as forças patrióticas, progressistas".

Além disso, o governante afirmou que "não há na Venezuela uma negociação" e que "nunca" participará de uma negociação.

"Não tenho nada que negociar com ninguém. Nem negociação, nem pacto. Aqui, o que há é um debate, diálogo, que é diferente de uma negociação e de um pacto", declarou, após indicar que "existe uma revolução" e uma coalizão de partidos de esquerda, movimentos sindicais, operários, camponeses e de "diversos gêneros" na Venezuela.

Em um diálogo com blogueiros, Lula disse que "Maduro deveria tentar diminuir o debate político para se dedicar inteiramente a governar, estabelecer uma política de coalizão, construir um programa mínimo e diminuir a tensão".

Além disso, afirmou que está "fazendo força para que se encontre uma solução na negociação, porque para Brasil e Venezuela é estratégica".

A Venezuela atravessa uma situação de crise política desde que no último dia 12 de fevereiro começaram os protestos contra o governo de Nicolás Maduro que, em alguns casos, acabaram em incidentes violentos, com um saldo de 39 mortos e centenas de feridos.

Para aliviar a crise, uma missão de chanceleres da Unasul, incluindo o brasileiro Luiz Alberto Figueiredo, se encontra na Venezuela para acompanhar e apoiar o diálogo entre governo e oposição, o que deve ser concretizado esta semana.

Governo e oposição acordaram nesta terça-feira com o diálogo proposto pela Unasul e com a solicitação de convocar um mediador "de boa fé", que pode ser um representante do Vaticano, para aliviar as tensões no país sul-americano.

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