Repórter
Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 19h44.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou diversos líderes internacionais para compor o “Conselho de Paz para Gaza”, parte de seu plano de 20 pontos que visa a reconstrução do enclave palestino e a promoção de uma paz duradoura na região.
Donald Trump deseja realizar a cerimônia de assinatura do acordo em Davos, na quinta-feira, apesar de haver resistência por parte de alguns convidados, que pedem ajustes nos termos atuais da proposta.
Segundo fontes próximas ao processo e publicações em redes sociais, a lista de países convidados inclui representações da Europa, Oriente Médio, Ásia, Américas e Oceania. Nem todos confirmaram o recebimento do convite, e a relação não é considerada definitiva.
A França recusou integrar o Conselho de Paz nas condições atuais propostas pelos Estados Unidos. A decisão do presidente Emmanuel Macron baseia-se em preocupações com os princípios do multilateralismo e com a estrutura institucional das Nações Unidas.
O presidente francês considera que o modelo sugerido por Washington ultrapassa a situação em Gaza e ameaça diretrizes centrais da ONU. Apesar disso, reafirma seu compromisso com um cessar-fogo e com a construção de um horizonte político crível tanto para palestinos quanto para israelenses.
Segundo fontes próximas ao governo de Macron à agência EFE, os Estados Unidos apresentaram à França um convite formal para integrar o Conselho de Paz e avaliam o marco jurídico do grupo em coordenação com outros parceiros. No entanto, Paris rejeita o formato atual por considerá-lo incompatível com a Carta da ONU e com a Resolução 2803, aprovada em 17 de novembro de 2025, que trata do fortalecimento da entrega de ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
Essa resolução defende um caminho para a definição do estatuto de um Estado palestino, promovendo o diálogo entre israelenses e palestinos rumo a uma convivência pacífica. O Palácio do Eliseu reiterou que continua “totalmente comprometido com um cessar-fogo em Gaza e um horizonte político confiável” e manterá a defesa de “um multilateralismo eficaz”.
(Com informações da agência EFE)