Mundo

Macron convoca sindicatos para tratar crise dos coletes amarelos

O encontro acontecerá antes de um esperado discurso público de Macron

. (Regis Duvignau/Reuters)

. (Regis Duvignau/Reuters)

E

EFE

Publicado em 9 de dezembro de 2018 às 18h02.

Priorizar nos meus resultados Google

O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou para amanhã os sindicatos e a patronal para consultá-los e, sobretudo, apresentar-lhes as medidas com as quais pretende abordar a crise dos "coletes amarelos", a mais grave dos seus 19 meses de mandato.

Segundo a emissora "France Info", a reunião, marcada para as 10h (horário local, 7h de Brasília), também contará com a presença dos presidentes da Assembleia Nacional e do Senado, assim como responsáveis de associações de municípios e regiões.

O encontro acontecerá antes de um esperado discurso público de Macron, que o Palácio do Eliseu, sede do Executivo francês, confirmou hoje que será também amanhã às 20h (17h).

O chefe de Estado francês guardou silêncio durante toda esta semana, desde que voltou no domingo da Cúpula do G20 em Buenos Aires, e deixou que seu primeiro-ministro, Édouard Philippe, tratasse da gestão dos protestos dos "coletes amarelos".

Philippe recebeu na sexta-feira passada uma delegação de uma facção considerada moderada desse movimento, enquanto a ministra do Trabalho francesa, Muriel Pénicaud, se reuniu com a patronal e os sindicatos, exceto a Confederação Geral do Trabalho (CGT, a segunda maior do país), que a boicotou.

Após a quarta jornada de mobilização dos "coletes amarelos", na qual voltaram a ocorrer distúrbios em Paris e em outras cidades do país neste sábado, também se repetiram em todo o espectro político os pedidos para que Macron intervenha rapidamente.

Dentro do seu próprio Executivo, o ministro de Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, antigo líder socialista, expressou hoje sua esperança de que a intervenção do chefe do Estado resolva a situação das últimas semanas e permita "um novo contrato social" com os franceses.

Em declarações à emissora "LCI", Le Drian ressaltou que "agora a questão principal é o poder aquisitivo" e que as palavras de Macron demonstrarão que "entendeu este movimento" e vai fixar a direção para que o país se encaminhe a "um novo contrato social indispensável". EFE

Acompanhe tudo sobre:FrançaEmmanuel Macron

Mais de Mundo

Ataque hacker à Binance: como a Coreia do Norte virou 'vilã' dos ataques cibernéticos?

Políticos americanos cobram Rubio sobre fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA

Papa Leão XIV vota pelo correio para eleições de meio de mandato nos EUA

Como ficam as relações entre Brasil e Argentina após Milei ajudar Flávio em fuga?