Repórter
Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 07h16.
Última atualização em 22 de janeiro de 2026 às 07h32.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou a formar um grupo inicial de países que aceitaram integrar o chamado Conselho da Paz, organismo internacional criado por sua administração para supervisionar a resolução de conflitos globais e a reconstrução de áreas afetadas por guerras.
A iniciativa, apresentada nesta semana no Fórum Econômico Mundial de Davos, é vista por críticos como uma estrutura paralela às Nações Unidas.
Segundo informações confirmadas pela Casa Branca e por governos estrangeiros, ao menos 35 dirigentes manifestaram apoio inicial à proposta, que entrará em vigor assim que três Estados assinarem a carta fundacional.
O conselho será presidido pelo próprio Trump, que concentrará amplos poderes sobre convites, renovações de mandato e exclusões de membros.
Entre os países que aceitaram formalmente integrar o Conselho da Paz estão aliados próximos dos Estados Unidos e governos que veem o órgão como uma alternativa mais ágil aos mecanismos tradicionais
A Casa Branca informou que diversos outros países receberam convites, mas ainda não formalizaram resposta. Entre eles estão Brasil, Canadá, Itália, Alemanha, Reino Unido, Índia, Coreia do Sul e China.
O governo brasileiro confirmou, por meio do Itamaraty, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o convite, mas ainda não respondeu. A China declarou que “defende firmemente o sistema internacional com a ONU como eixo central”, sem indicar adesão.
A Rússia afirmou que analisa os termos do convite. Pouco depois, Trump declarou que o presidente russo, Vladimir Putin, “aceitou” integrar o conselho, embora Moscou tenha informado que a decisão final dependerá de esclarecimentos diplomáticos.
Alguns governos já indicaram que não pretendem participar do Conselho da Paz. Entre eles estão:
De acordo com o estatuto preliminar, o Conselho da Paz terá mandato para atuar em conflitos internacionais, promover estabilidade política e supervisionar processos de reconstrução. O texto critica diretamente instituições multilaterais existentes, apontando falhas recorrentes — uma referência indireta à ONU.
Trump será o primeiro presidente do conselho e terá poder exclusivo para convidar novos membros. Os mandatos terão duração de até três anos, renováveis. Países que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão no primeiro ano não estarão sujeitos a esse limite.
A Casa Branca afirma que o órgão começa com foco na reconstrução de Gaza, mas terá atuação global.