Líbano diz que é reduto de "lobos solitários" do Estado Islâmico

Esses jihadistas mantêm posições e lançam ataques pontuais em zonas fronteiriças com a Síria
EI: o Exército libanês controla as passagens fronteiriças legais com a Síria (foto/Getty Images)
EI: o Exército libanês controla as passagens fronteiriças legais com a Síria (foto/Getty Images)
Por EFEPublicado em 03/04/2017 09:15 | Última atualização em 03/04/2017 09:15Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Beirute - O chefe das Forças Armadas libanesas, Joseph Aoun, afirmou nesta segunda-feira que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) mantém no Líbano "lobos solitários" com os quais tenta lançar ataques, mas não um "Exército de homens armados".

"Não estamos vendo exércitos de homens armados, mais bem operações realizadas por lobos solitários quando podem", disse Aoun em entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal "Al Akhbar", na qual garantiu que "o perigo existe no Líbano da mesma forma que em outros países".

Segundo Aoun, o Exército libanês controla as passagens fronteiriças legais com a Síria, assim como entre 70% e 80% da situação no país e que se mostra inflexível em sua luta contra o terrorismo.

O militar se refere aos vários grupos jihadistas que mantêm posições e lançam ataques pontuais em zonas fronteiriças com a Síria, especialmente nas zonas montanhosas do nordeste libanês.

Com relação à cidade de Arsal, fronteiriça com a Síria e onde a situação se deteriorou em agosto de 2014 após ataques de grupos jihadistas, entre eles o EI, o chefe das Forças Armadas insistiu que estas organizações "não podem lançar ataques exaustivos, mas o perigo existe".

O chefe ressaltou que as forças armadas libanesas mantêm a estabilidade nas áreas fronteiriças e que "30% de seus bombardeios estão centrados nas áreas de Ras Baalbeck, Qaa e Arsal", localidades em cujas alturas, os jihadistas estabeleceram alguns postos ou por onde tratam de se infiltrar ao Líbano.

A situação da segurança se deteriorou no Líbano, especialmente no leste, nordeste e norte do país após o início da guerra civil na Síria em 2011.