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Em meio à crise no Oriente Médio, EUA reforçam aproximação com Índia em energia e segurança

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio disse haver “progresso” nas últimas 48 horas nas negociações do Estreito de Ormuz, enquanto mira parceria estratégica entre Washington e Nova Délhi

Em reunião na Índia, Marco Rubio discutiu energia, segurança marítima e tensões envolvendo o Irã (Kent Nishimura/AFP)

Em reunião na Índia, Marco Rubio discutiu energia, segurança marítima e tensões envolvendo o Irã (Kent Nishimura/AFP)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 24 de maio de 2026 às 15h00.

Última atualização em 24 de maio de 2026 às 15h22.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que houve “progresso” nas últimas 48 horas nas negociações em torno do Estreito de Ormuz, em meio aos esforços diplomáticos para reduzir as tensões envolvendo o Irã no Oriente Médio.

A declaração foi feita durante reunião com o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, em Nova Délhi, onde os dois discutiram segurança marítima, fornecimento de energia, comércio, vistos e cooperação estratégica.

Segundo Rubio, Washington trabalha em um plano que pode ajudar a estabilizar a situação em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa 60% do comércio global de petróleo.

O secretário de Estado reiterou que o Irã “jamais pode ter uma arma nuclear” e classificou ataques contra navios comerciais como “totalmente ilegais”.

As declarações reforçam os sinais de avanço diplomático nas negociações com Teerã, embora a Casa Branca tenha buscado esfriar expectativas de um acordo imediato. Mais cedo neste domingo, 24, o presidente Donald Trump afirmou que não pretende acelerar as tratativas e indicou que o conflito ainda pode se prolongar.

“Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo. Não pode haver erros”, escreveu Trump na Truth Social. O republicano também afirmou que o bloqueio imposto ao Irã continuará “em pleno vigor” até a assinatura formal de um acordo.

As conversas acontecem em um momento de forte instabilidade regional. Apesar do avanço das negociações, Israel voltou a ampliar ataques contra posições ligadas ao Hezbollah no Líbano, enquanto persistem dúvidas sobre a capacidade de um eventual acordo produzir efeitos imediatos sobre os conflitos paralelos da região.

Parceria contra a influência chinesa

A Índia acompanha de perto as discussões por razões estratégicas e econômicas. O país é um dos maiores importadores de petróleo do mundo e depende significativamente das rotas marítimas que passam pelo Estreito de Ormuz.

Além da questão energética, Nova Délhi busca ampliar sua relevância geopolítica em meio à reorganização das alianças no Indo-Pacífico e no Oriente Médio. Sucessivos governos americanos têm tratado a Índia como peça-chave para contrabalançar a influência da China na região.

Durante o encontro, Jaishankar afirmou que Índia e Estados Unidos compartilham interesses comuns em segurança e estabilidade marítima. O chanceler também defendeu a garantia de passagem segura nas rotas comerciais internacionais.

Os dois lados ainda discutiram avanços em um acordo comercial bilateral e os desafios relacionados a vistos enfrentados por trabalhadores indianos nos EUA.

Rubio classificou a Índia como um dos parceiros estratégicos mais importantes de Washington e afirmou que os dois países estão alinhados em temas como terrorismo, energia e segurança regional.

Nos últimos anos, os dois países ampliaram significativamente a cooperação em áreas como defesa, tecnologia, comércio e energia, aprofundando uma parceria considerada central para a estratégia americana no Indo-Pacífico.

*Com informações de agências internacionais 

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