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Rússia apoia plano de paz dos EUA, mas Ucrânia reduz proposta

Zelensky confirma redução do documento para 19 pontos após consultas em Genebra

Negociações: Rússia apoia plano original dos EUA enquanto Ucrânia busca ajustes. (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP)

Negociações: Rússia apoia plano original dos EUA enquanto Ucrânia busca ajustes. (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP)

Publicado em 25 de novembro de 2025 às 07h21.

Última atualização em 25 de novembro de 2025 às 08h37.

O governo da Rússia reiterou nesta terça-feira, 25, que considera o plano de paz apresentado pelos Estados Unidos uma “boa base” para negociações sobre a guerra na Ucrânia, mas não confirmou o início de diálogo formal com Washington.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o projeto elaborado pelo presidente americano Donald Trump continua sendo o único documento substancial disponível. “Consideramos que pode ser uma base muito boa para as negociações”, disse Peskov.

O porta-voz destacou que Moscou rejeitou as alterações sugeridas por países europeus e mantém sua posição sobre o texto original. Ele afirmou que o Kremlin sabe que a proposta enviada pela Casa Branca sofreu modificações, mas que ainda não recebeu os ajustes de forma oficial. “Em algum momento, certamente estabeleceremos contatos com os americanos e receberemos alguma informação oficialmente. Por enquanto, não há novidades”, afirmou.

Peskov insistiu que a Rússia permanece aberta ao processo de negociação e avalia que seus objetivos podem ser alcançados por meios diplomáticos. Questionado sobre notícias de uma suposta reunião em Abu Dhabi com o secretário do Exército dos EUA, Daniel Driscoll, disse que “não tem nada a acrescentar”.

Rússia rejeita mudanças europeias; Ucrânia reduz documento

O assessor internacional do Kremlin, Yuri Ushakov, também criticou as modificações incluídas pelos europeus no plano de paz. Segundo ele, o texto alternativo “não é construtivo” e “não convém” à Rússia. Ushakov afirmou que Moscou recebeu o plano original de 28 pontos, que reúne “os entendimentos alcançados no Alasca”, e avaliou que “muitas cláusulas são totalmente aceitáveis”.

Esse documento inicial, contestado por Kiev e por governos europeus por ser considerado pró-russo, incluía pontos como barrar a entrada da Ucrânia na OTAN e obrigar Kiev a abandonar todo o Donbass — região onde as tropas ucranianas ainda controlam cerca de 20% de Donetsk.

Ucrânia confirma redução do plano para 19 pontos

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou nesta segunda-feira, 24, que o plano, inicialmente composto por 28 pontos, foi reduzido após as consultas realizadas no domingo em Genebra.

“Depois de Genebra, há menos pontos, não são mais 28, e muitas coisas justas foram levadas em consideração”, afirmou em seu pronunciamento diário.

Segundo o Financial Times, a versão atual possui 19 pontos e reflete demandas apresentadas por Ucrânia, europeus e americanos. Zelensky afirmou que as questões mais sensíveis serão discutidas diretamente com o presidente Donald Trump nos próximos dias e disse que será “muito difícil” chegar a um consenso para um documento final negociável com Moscou.

O presidente ucraniano destacou ainda que Kiev eliminou, com apoio europeu, itens considerados inaceitáveis no plano original de Trump. A Rússia reagiu e classificou as mudanças como inadmissíveis, afirmando que espera se reunir com representantes dos Estados Unidos para realinhar o texto às suas exigências.

*Com informações da EFE

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