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Juiz determina que BNY Mellon continue retendo pagamento

Juiz norte-americano determinou que o Bank of New York Mellon continue retendo a quantia que Argentina depositou para pagar detentores de títulos reestruturados


	BNY Mellon : Argentina havia dito que exigiria que distribuíssem entre redores reestruturados US$539 mi
 (Mario Tama/Getty Images/Getty Images)

BNY Mellon : Argentina havia dito que exigiria que distribuíssem entre redores reestruturados US$539 mi (Mario Tama/Getty Images/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 7 de agosto de 2014 às 10h02.

Buenos Aires - O juiz norte-americano responsável pelo caso de default da dívida da Argentina determinou na quarta-feira que o Bank of New York Mellon continue retendo a quantia que o país depositou para pagar os detentores de títulos reestruturados.

A Argentina havia dito na terça-feira que exigiria que o BNY Mellon distribuíssem entre seus credores reestruturados os 539 milhões de dólares que caíram em um limbo devido à decisão judicial que impediu o país de finalizar o pagamento de juros antes da data limite de 30 de julho.

O governo argentino alertou na quarta-feira o Bank of New York Mellon que o responsabilizaria por qualquer prejuízo que pudesse sofrer pelas "ações e omissões" da entidade.

Mas o juiz Thomas Griesa afirmou que o banco não poderá ser culpado pois está cumprindo uma ordem.

"O pagamento da Argentina ao BNY foi ilegal", disse Griesa em um documento judicial fechado na quarta-feira em Nova York ao qual a Reuters teve acesso. "O BNY deverá reter os recursos em suas contas no BCRA (banco central argentino) até que haja uma nova ordem desta corte." Griesa bloqueou o pagamento da dívida reestruturada enquanto a Argentina não pagar 1,5 bilhão de dólares aos hedge funds que recusaram as trocas oferecidas pelo país aos títulos não pagos desde o default de 2001-2002.

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