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'A porta da China só vai abrir mais e mais', diz Xi a CEOs americanos em Pequim

Elon Musk, Jensen Huang e Tim Cook estiveram em reunião com Donald Trump e o presidente chinês no Grande Salão do Povo

Donald Trump e Xi Jinping: presidentes se encontram na China pela primeira vez desde 2017

Donald Trump e Xi Jinping: presidentes se encontram na China pela primeira vez desde 2017

Publicado em 14 de maio de 2026 às 06h31.

Última atualização em 14 de maio de 2026 às 06h33.

O presidente chinês Xi Jinping disse a executivos americanos que viajaram com Donald Trump nesta quinta-feira, 14, que a porta da China para os negócios "só vai abrir mais e mais".

Trump apresentou individualmente um grupo de 17 executivos a Xi. Entre eles estavam Elon Musk, da Tesla e da SpaceX; Jensen Huang, CEO da Nvidia; e Tim Cook, CEO da Apple.

"A China acolhe uma cooperação mutuamente benéfica mais forte com os Estados Unidos e acredita que as empresas americanas terão perspectivas ainda mais amplas na China", disse Xi, de acordo com a agência estatal Xinhua.

A afirmação é especialmente positiva para a Nvidia, fabricante de chips que tem sido pressionada tanto nos EUA quanto na China quando o acesso chinês aos seus semicondutores foi restringido. Às 6h29, no horário de Brasília, as ações da empresa subiam mais de 4% no pré-mercado.  

Ainda segundo o comunicado da Xinhua, os executivos americanos "expressaram que atribuem grande importância" ao mercado chinês e esperam aprofundar suas operações no país.

O que disseram os executivos

Huang disse, no Grande Salão do Povo, que as reuniões "correram bem" e que Xi e Trump foram "incríveis".

Musk disse a repórteres que "muitas coisas boas" estavam acontecendo. Cook fez um sinal de paz e um gesto positivo para as câmeras.

Xi também buscou acalmar preocupações de investidores internacionais com a desaceleração da economia chinesa e com as novas regulações de cadeia de suprimentos anunciadas em abril.

As regras permitem às autoridades penalizar empresas estrangeiras por realizar diligência sobre fornecedores chineses e impor proibições de saída a infratores.

A promessa de mais abertura pode significar algum afrouxamento regulatório e mais previsibilidade, segundo executivo ouvido pelo Financial Times. O acesso ao mercado, no entanto, seguiria "nos termos da China".

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