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Japão e Coreia do Sul querem aumentar pressão sobre o Norte

Presidentes concordaram, durante uma conversa por telefone, da necessidade de aumentar a pressão sobre o país "até um nível extremo

Moon Jae-in: líderes também concordaram trabalhar em conjunto para uma nova resolução da ONU contra a Coreia do Norte (JUNG Yeon-Je/Pool/Reuters)

Moon Jae-in: líderes também concordaram trabalhar em conjunto para uma nova resolução da ONU contra a Coreia do Norte (JUNG Yeon-Je/Pool/Reuters)

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EFE

Publicado em 30 de agosto de 2017 às 09h31.

Seul - O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediram nesta quarta-feira um impulso "extremo" na pressão sobre Pyongyang, um dia depois da Coreia do Norte ter lançado um míssil balístico que sobrevoou o norte do Japão.

Moon e Abe concordaram, durante uma conversa por telefone, da necessidade de aumentar a pressão sobre Pyongyang "até um nível extremo para fazer que a Coreia do Norte venha voluntariamente para a mesa de diálogo", informou o porta-voz da presidência sul-coreana, Park Soo-hyun, em uma entrevista coletiva divulgada pela agência de notícias "Yonhap".

Durante a conversa, os líderes também concordaram trabalhar em conjunto para impulsionar uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU "com medidas mais efetivas e específicas contra a Coreia do Norte".

O chefe do governo sul-coreano voltou a condenar hoje o último teste e disse que lançar um míssil sobre o território japonês foi de uma "violência escandalosa", segundo o porta-voz presidencial.

A Coreia do Norte lançou um míssil de médio alcance, que sobrevoou a península de Oshima antes de cair no Oceano Pacífico, cerca de 1.180 quilômetros do Cabo de Erimo.

O projétil percorreu mais de 2,7 mil quilômetros e alcançou o seu ponto culminante cerca de 550 quilômetros antes de cair no mar, algo que foi classificado pelo governo japonês como um teste de "gravidade sem precedentes".

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