Mundo

Iván Cepeda reconhece derrota e confirma vitória da direita na Colômbia

Candidato de esquerda aceitou o resultado três dias após o segundo turno mais acirrado da história colombiana

Publicado em 24 de junho de 2026 às 12h30.

O senador Iván Cepeda reconheceu nesta quarta-feira, 24, a derrota para Abelardo de la Espriella na eleição presidencial da Colômbia, encerrando as dúvidas sobre o resultado do segundo turno mais apertado da história do país.

A confirmação ocorreu três dias após a votação. Embora a apuração preliminar já apontasse a vitória de De la Espriella por menos de um ponto percentual, Cepeda havia afirmado que aguardaria a contagem final dos votos antes de aceitar o resultado.

“Decidi aceitar o resultado deste processo, que indica que Abelardo de la Espriella é o novo presidente da República”, declarou o candidato governista em entrevista coletiva. Segundo ele, a decisão busca contribuir para a “convivência, a paz e o diálogo entre os colombianos”.

Após a divulgação dos primeiros números, apoiadores de Cepeda realizaram protestos em cidades como Bogotá e Cali, com registros de confrontos com a polícia.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, aliado de Cepeda, chegou a levantar suspeitas sobre o processo eleitoral. Petro afirmou que o sistema da autoridade eleitoral teria sofrido violações e sugeriu a possibilidade de anulação da votação, além de citar uma suposta influência dos Estados Unidos após manifestações de apoio do presidente Donald Trump a De la Espriella.

Apesar das alegações, a autoridade eleitoral informou na terça-feira que a apuração oficial apresentou coincidência de 99,9% com os resultados preliminares divulgados no domingo.

Uma missão da União Europeia, que acompanhou o segundo turno com 150 observadores, também afirmou não ter identificado irregularidades no processo eleitoral.

*Com AFP

Acompanhe tudo sobre:Colômbia

Mais de Mundo

Ebola mata 2.184 na RDC em surto com 4.665 casos

Irã confirma presença na cúpula dos Brics em setembro

Terremoto de 7,4 na Colômbia deixa 281 mortos; buscas continuam

'Nações Desunidas': por que o próximo líder da ONU herdará entidade fragmentada