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Israel lança concurso para casas em território palestino

Segundo disse Hagit Ofram, da organização Paz Agora, o concurso para a construção em Har Homá não é novo, mas a repetição de um realizado neste ano


	Palestino observa expansão de assentamentos: Israel anunciou a expansão colonial como represália à recente mudança de status da representação palestina na ONU
 (©AFP / Abbas Momani)

Palestino observa expansão de assentamentos: Israel anunciou a expansão colonial como represália à recente mudança de status da representação palestina na ONU (©AFP / Abbas Momani)

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Da Redação

Publicado em 11 de dezembro de 2012 às 15h37.

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Jerusalém - As autoridades israelenses anunciaram, nesta terça-feira, que farão um concurso para construção de várias casas nos assentamentos judaicos que ficam nos territórios palestinos ocupados de Jerusalém Oriental e Cisjordânia, informaram ONGs israelenses.

"A Autoridade de Terras de Israel publicou nesta terça-feira dois concursos para construir uma área comercial de 945 metros quadrados no assentamento de Har Homá (no sul de Jerusalém) e 92 novas casas no de Ma'ale Adumin (ao norte da cidade)", explicou à Agência Efe Betty Herschman, porta-voz da ONG Ir Amim.

Segundo disse Hagit Ofram, da organização Paz Agora, o concurso para a construção em Har Homá não é novo, mas a repetição de um realizado neste ano e que não houve interessados.

Também foi aprovado outro concurso para a construção de dez casas na colônia de Efrat, ao sul da cidade palestina de Belém, que também tinha sido convocado no ano passado, mas não foram obtidos os resultados esperados, acrescentou Ofram.

Na semana passada, vários países da União Europeia, entre eles Espanha, França e Reino Unido, assim como os Estados Unidos e outros países ocidentais, condenaram o anúncio de Israel de construir 3.500 casas nas colônias e reavivar os planos para a construção do assentamento E1, que interromperia a continuidade territorial da Cisjordânia.

Israel anunciou a expansão colonial como represália à recente mudança de status da representação palestina na ONU como Estado observador não-membro, que foi aprovada com 138 votos a favor e 9 contra.

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