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Israel e Rússia criam forma de coordenação militar na Síria

O mecanismo servirá para "evitar mal-entendidos entre as forças israelenses e russas", indicou um comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelense


	Prédios destruídos em Homs, na Síria: mecanismo tem o objetivo de coordenar as atividades aéreas, navais e eletromagnéticas de Israel e Rússia na Síria
 (REUTERS)

Prédios destruídos em Homs, na Síria: mecanismo tem o objetivo de coordenar as atividades aéreas, navais e eletromagnéticas de Israel e Rússia na Síria (REUTERS)

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Da Redação

Publicado em 22 de setembro de 2015 às 10h45.

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente russo, Vladimir Putin, acordaram em Moscou criar um mecanismo para coordenar a ação militar de seus países na Síria e evitar confrontos, indicou o governo israelense.

O mecanismo servirá para "evitar mal-entendidos entre as forças israelenses e russas" neste país, indicou um comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelense, que deseja conservar sua liberdade de manobra na Síria.

Segundo os meios de comunicação israelenses, o chefe do Estado-Maior israelense, Gadi Eisenkot - que acompanhou Netanyahu a Moscou - e seu colega russo, Valeri Guerasimov, acordaram que este organismo de coordenação será dirigido pelos chefes de Estado-Maior adjuntos de ambos os países.

O primeiro encontro entre os comandantes está previsto para duas semanas.

O mecanismo tem o objetivo de coordenar as atividades aéreas, navais e eletromagnéticas de Israel e Rússia na Síria, segundo a imprensa israelense.

Desde 2013 Israel teria realizado dez ataques aéreos, principalmente contra o transporte de armas destinadas ao Hezbollah libanês. No entanto, estes ataques não foram confirmados oficialmente.

"Temos linhas vermelhas muito claras, como o transporte de armas sofisticadas ou armas químicas a organizações terroristas como o Hezbollah", explicou o ministro da Defesa, Moshé Yaalon, na rádio pública.

Há vários dias, os Estados Unidos estão preocupados com a presença militar russa na Síria, sobretudo na cidade costeira de Latakia, onde Washington acredita que a Rússia está colocando de pé uma "base militar avançada".

Oficialmente a Rússia só está presente em Tartús, um porto no Mediterrâneo, reduto do regime de Bashar al-Assad.

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