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Irã transfere míssil balístico de última geração para base subterrânea, diz TV

O anúncio acontece um dia antes do encontro marcado entre representantes dos EUA e do Irã em Omã

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 18h28.

A TV estatal do Irã informou nesta quinta-feira, 5, que um dos mísseis balísticos de longo alcance mais avançados do país, o Khorramshahr-4, foi implantado em uma base subterrânea da Guarda Revolucionária. O anúncio ocorre um dia antes do encontro previsto entre representantes de Teerã e Washington, em Omã, para discutir um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Segundo a emissora, o Khorramshahr-4, também conhecido como Khaibar, tem alcance de até 2.000 quilômetros e capacidade para transportar uma ogiva de 1.500 quilos.

A mídia estatal afirmou que a implantação do armamento nas chamadas “cidades de mísseis” ocorreu na quarta-feira, 4, e coincide com uma mudança anunciada na doutrina das Forças Armadas iranianas, que teria passado de defensiva para ofensiva. Segundo a emissora, a medida tem o objetivo de enviar um sinal a adversários regionais e extrarregionais.

O anúncio acontece em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. Na terça-feira, 3, dois episódios elevaram o nível de alerta no Estreito de Ormuz. Um drone iraniano foi abatido após se aproximar do porta-aviões americano USS Abraham Lincoln. Horas depois, embarcações do Irã interceptaram um petroleiro dos Estados Unidos e tentaram apreendê-lo, mas foram repelidas.

De acordo com o Instituto para o Estudo da Guerra, as ações tiveram como objetivo testar a reação das forças militares americanas. Segundo o jornal The New York Times, ao menos dez navios de guerra foram posicionados próximos ao Irã por determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O impasse entre os dois países gira em torno do programa nuclear iraniano. Teerã afirma que o enriquecimento de urânio tem fins pacíficos, enquanto Estados Unidos e Israel contestam essa versão.

Trump intensificou a pressão sobre o governo do aiatolá Ali Khamenei para forçar negociações e já havia se retirado, em 2018, do acordo nuclear firmado durante o governo Barack Obama, acusando o Irã de financiar grupos terroristas.

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