Mundo

Primeiro-ministro do Reino Unido descarta possibilidade de renunciar

Primeiro-ministro britânico admite erro ao nomear Peter Mandelson como embaixador em Washington

Keir Starmer: político disse que foi eleito em 2024 para promover mudanças no país (Justin Tallis/AFP)

Keir Starmer: político disse que foi eleito em 2024 para promover mudanças no país (Justin Tallis/AFP)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 17h26.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, descartou nesta quinta-feira, 5, a possibilidade de renunciar ao cargo, apesar da pressão crescente após a nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington, em 2024.

Mandelson teve vínculos revelados com o financista americano Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual de menores.

Em discurso no sudeste da Inglaterra, Starmer afirmou que pretende continuar no cargo e disse ter sido eleito em 2024 com um mandato para promover mudanças no país. O premiê reconheceu arrependimento por ter acreditado nas explicações de Mandelson e por tê-lo nomeado para o posto diplomático.

As revelações mais recentes incluem trocas de e-mails, registros de transações financeiras, fotos privadas e indícios de compartilhamento de informações confidenciais entre Mandelson e Epstein há cerca de duas décadas. Epstein morreu em 2019, na prisão, enquanto aguardava julgamento.

Starmer afirmou que lamenta profundamente o sofrimento das vítimas e disse não conhecer, à época da nomeação, a extensão da relação entre Mandelson e o financista. O ex-embaixador foi destituído do cargo em setembro de 2025, após divulgações anteriores sobre sua proximidade com Epstein.

Na terça-feira, a polícia britânica abriu uma investigação para apurar se Mandelson compartilhou informações confidenciais durante o período em que atuou como ministro do Comércio, entre 2008 e 2011. O caso reacendeu críticas ao governo trabalhista, já pressionado por controvérsias relacionadas à agenda econômica e social.

A líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, questionou publicamente a versão apresentada por Starmer e defendeu uma moção de censura no Parlamento. Dentro do próprio Partido Trabalhista, surgiram críticas à cúpula do governo, incluindo pedidos para a saída do chefe de gabinete Morgan McSweeney, aliado de Mandelson.

Com menos de dois anos no poder e às vésperas das eleições locais de maio, Starmer enfrenta um ambiente político adverso, descrito pela imprensa britânica como uma crise que coloca em risco sua permanência no cargo.

*Com informações da AFP

 

Acompanhe tudo sobre:Reino Unido

Mais de Mundo

‘Lamento que meu país tenha considerado se opor ao Mercosul’, diz chefe do banco central da França

Sindicato argentino convoca greve geral contra reforma trabalhista de Milei

Trump critica acordo climático entre Reino Unido e governador da Califórnia e eleva tensão política

UE participará de reunião do Conselho de Paz de Trump sem se tornar membro