Governo iraniano estuda restabelecer a internet após bloqueio total imposto em janeiro (AFP PHOTO/KHAMENEI.IR)
Redação Exame
Publicado em 18 de janeiro de 2026 às 12h03.
As autoridades do Irã estudam restabelecer o acesso à internet "de forma progressiva" após o bloqueio total das comunicações imposto em 8 de janeiro, informou a agência Tasnim.
Neste domingo, 18, jornalistas da AFP em Teerã conseguiram se conectar à internet, embora a maioria dos provedores siga indisponível. O governo afirmou ter retomado o controle da situação e anunciou a reabertura de escolas — fechadas há uma semana — e universidades, segundo a TV estatal.
O corte abrupto das comunicações ocorreu em meio a uma nova onda de protestos contra o governo, iniciada como reação à crise econômica. As manifestações começaram em 28 de dezembro, impulsionadas pelo aumento do custo de vida e pela desvalorização da moeda, e são consideradas o maior desafio ao regime desde os protestos de 2022 e 2023, após a morte de Mahsa Amini.
Trump diz que mortes no Irã estão diminuindo, mas não descarta possível ação militarDe acordo com o balanço mais recente da Iran Human Rights (IHR), ao menos 3.428 manifestantes morreram. Outras estimativas elevam o número para mais de 5.000 e até 20.000, segundo a ONG sediada na Noruega.
As ligações telefônicas internacionais foram restabelecidas na terça-feira, e o envio de mensagens de texto, no sábado, após vários dias de suspensão. Durante o bloqueio, a população manteve acesso à internet nacional, que permite o uso de aplicativos de táxi, entregas e serviços bancários.
Em situação normal, os aplicativos estrangeiros mais utilizados no país são Instagram, WhatsApp e Telegram, apesar das restrições que exigem o uso de redes virtuais privadas (VPNs).
*Com informações da AFP