Ingleses vão às ruas contra medidas de lockdown, enquanto casos disparam

Governo de Boris Johnson volta a restringir circulação e reunião de pessoas para tentar conter avanço de segunda onda da pandemia

Manifestantes contrários a novas medidas de lockdown se reuniram no centro de Londres no sábado, 17, horas depois que a capital britânica passou para o segundo nível mais alto de alerta contra a covid-19.

À medida que uma segunda onda de infecções ganha velocidade, o governo do primeiro-ministro Boris Johnson intensificou as restrições em partes da Inglaterra onde os casos estão aumentando — na esperança de proteger a economia e permitir que as regiões menos afetadas permaneçam abertas.

No sábado, foram mais de 16 mil novos casos, cinco vezes o número apenas um mês atrás. E cerca de 150 pessoas morreram.

A partir da meia-noite de sexta-feira, 16, Londres passou para o “nível 2” ou “alto risco”. Isso proíbe pessoas de encontrar alguém fora de sua casa ou “bolhas de apoio” — incluindo amigos ou parentes que ajudam a cuidar de crianças — em qualquer ambiente interno.

As regras também proíbem mais de seis pessoas de se encontrar ao ar livre, embora a polícia tenha optado por não aplicá-las, enquanto milhares de ativistas antilockdown marchavam pela Oxford Street, uma das ruas comerciais mais movimentadas do mundo em tempos normais.

Os manifestantes consideram as restrições contra a covid-19 desnecessárias e uma violação dos direitos humanos. Alguns se opõem ao uso de máscaras e à vacinação.

Muitos carregavam cartazes dizendo: “Meu corpo, minha escolha, não às máscaras obrigatórias”.

“Há muitas coisas que podem matá-lo, você sabe, pode acontecer qualquer dia”, disse o manifestante Aragorn Kyley, 17 anos. “É sobre viver, não apenas sobreviver. Queremos ser capazes de desfrutar de nossas vidas, não apenas ficar presos em casa.”

Neste sábado, 57% da população do Reino Unido viviam sob restrições mais rígidas contra a covid-19.

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