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Hillary Clinton cobra divulgação total dos arquivos de Epstein

Ex-secretária cobra divulgação integral de documentos e diz que governo Trump atrasa liberação

A ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton (Mandel Ngan/AFP)

A ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton (Mandel Ngan/AFP)

Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 13h44.

A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, afirmou que o governo do presidente Donald Trump estaria promovendo um encobrimento em relação aos registros do financista Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.

Em conversa com a BBC, durante evento em Berlim, Hillary declarou que a atual administração estaria protelando a liberação integral dos documentos. “Publiquem os arquivos. Eles estão atrasando isso deliberadamente”, afirmou.

A Casa Branca rebateu as críticas e disse que já fez “mais pelas vítimas do que os democratas jamais fizeram”, destacando a divulgação de milhões de páginas pelo Departamento de Justiça. No começo do mês, foram tornadas públicas cerca de três milhões de páginas vinculadas às investigações envolvendo Epstein.

Uma parte do acervo, contudo, segue restrita por conter prontuários médicos, descrições gráficas de abuso infantil e dados que poderiam afetar investigações ainda em curso.

Depoimento no Congresso

Ao ser questionada sobre eventual depoimento no Congresso, Hillary declarou que “todos que forem convocados devem testemunhar”. O ex-presidente Bill Clinton tem depoimento marcado para 27 de fevereiro. Ela deve comparecer um dia antes.

Bill Clinton já reconheceu ter utilizado o avião de Epstein no início dos anos 2000 em viagens relacionadas a iniciativas humanitárias da Fundação Clinton. Ele sustenta, no entanto, que nunca visitou a ilha privada do financista.

Republicanos chegaram a cogitar uma moção por desacato contra o casal, mas desistiram após a confirmação de que ambos irão depor. Será a primeira vez desde 1983, quando Gerald Ford foi ouvido, que um ex-presidente dos Estados Unidos presta esclarecimentos a um comitê do Congresso.

Hillary defendeu que a sessão seja aberta ao público. "Não temos nada a esconder", disse.

Embora o nome de Bill Clinton apareça repetidamente nos registros, não foram apresentadas evidências que vinculem ele ou Hillary a qualquer atividade criminosa.

*Com informações do Globo 

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