Mundo

Trump volta a alertar o Irã de novos ataques se não houver abertura do Estreito de Ormuz

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente americano fez ameaças de ofensivas militares em infraestruturas estratégicas de Teerã

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 30 de março de 2026 às 15h16.

Tudo sobreEstados Unidos (EUA)
Saiba mais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 30, que o país mantém negociações "razoáveis" para encerrar o conflito envolvendo com o Irã. No entanto, a declaração foi acompanhada de novos alertas direcionados a Teerã sobre possíveis ações militares.

Segundo Trump, houve avanços nas conversas, mas ele condicionou a continuidade do processo a medidas imediatas por parte do Irã. Em uma publicação na rede social Truth Social, o presidente afirmou que, caso não haja acordo em breve, os Estados Unidos poderão intensificar ataques a infraestruturas estratégicas do país.

O republicano voltou a exigir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, sob risco de ofensivas contra poços de petróleo, usinas de energia e a Ilha de Kharg. O local concentra parte relevante da exportação iraniana de petróleo.

Trump também mencionou a possibilidade de atingir usinas de dessalinização, responsáveis pelo abastecimento de água potável no país. As declarações ampliam o escopo de possíveis alvos em caso de escalada do conflito.

Suspensão de ataques

Na semana passada, o presidente norte-americano havia indicado a suspensão de ataques a usinas de energia por um período de 10 dias, com prazo até 6 de abril. A sinalização ocorreu em paralelo às declarações sobre avanço nas negociações, segundo a agência Reuters.

Apesar das afirmações sobre progresso diplomático, os Estados Unidos ampliaram o envio de tropas para a região, movimento que gerou reação de autoridades iranianas. O presidente do parlamento do Irã acusou Washington de sinalizar diálogo enquanto prepara uma possível ofensiva terrestre.

Autoridades iranianas, por sua vez, negaram a existência de negociações diretas com os Estados Unidos. A divergência pública entre as posições indica manutenção da tensão diplomática.

Pressão militar e negociações ocorrem em paralelo

As declarações de Trump combinam sinais de negociação com advertências militares, em um cenário de pressão sobre rotas estratégicas e infraestrutura energética do Irã. O Estreito de Ormuz permanece como ponto central nas exigências dos Estados Unidos, devido ao seu papel no fluxo internacional de petróleo.

O andamento das conversas e a movimentação militar seguem como fatores determinantes para os próximos desdobramentos do conflito.

Acompanhe tudo sobre:Donald TrumpEstados Unidos (EUA)Irã

Mais de Mundo

Brasileira é investigada por golpe de até R$ 100 milhões nos EUA

EUA vão perder US$ 479 bilhões em impostos ao deportar imigrantes, diz estudo

Trump diz que suspendeu ataque ao Irã previsto para terça-feira

EUA terão R$ 9 bilhões para indenizar apoiadores de Trump —e ele pode se beneficiar