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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira, 18, sanções contra uma dezena de "membros-chave do Hamas", agentes, ou pessoas envolvidas no financiamento do grupo islamita palestino, sediado em Gaza e em países como Sudão, Turquia e Catar.

"Os Estados Unidos estão tomando medidas rápidas e decisivas para atingir os financiadores e facilitadores do Hamas, após o massacre brutal e injusto de civis israelenses, incluindo crianças", disse a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, em um comunicado, referindo-se ao ataque mortal do Hamas em 7 de outubro em território israelense, que deixou ao menos 1.400 mortos.

Depois de Israel ter declarado guerra e iniciado operações de retaliação, quase 3.500 pessoas morreram no enclave palestino da Faixa de Gaza, segundo autoridades de saúde vinculadas ao Hamas. E mais de 12.000 pessoas ficaram feridas na resposta de Israel.

As sanções ocorrem no momento em que o presidente dos EUA, Joe Biden, visita Israel nesta quarta-feira.

"O Tesouro dos Estados Unidos tem uma longa história de interrupção eficaz do financiamento do terrorismo, e não hesitaremos em usar nossas ferramentas contra o Hamas", acrescentou Yellen.

A secretária do Tesouro observou que Washington "continuará tomando todas as medidas necessárias" para negar ao Hamas a capacidade de arrecadar fundos para cometer "atrocidades".

Designação do Hamas

Os Estados Unidos já haviam designado o Hamas como organização terrorista.

O Tesouro indicou que, até o momento, impôs sanções a quase 1.000 pessoas e entidades ligadas a grupos classificados como terroristas e ao financiamento de suas atividades por parte do regime iraniano e por grupos como o Hamas e o Hezbollah libanês.

"Carteira de investimentos"

"Além dos fundos que o Hamas recebe do Irã, sua carteira global de investimentos gera enormes quantias de renda por meio dos seus ativos, cujo valor é estimado em centenas de milhões de dólares", afirmou o Tesouro americano.

Entre os designados nesta quarta-feira havia seis pessoas associadas a uma "carteira secreta de investimentos" do Hamas. Entre elas, estão Musa Muhammad Salim Dudin, membro do Bureau Político do Hamas, e Abdelbasit Hamza Elhasan Mohamed Jair, um financiador do Hamas baseado no Sudão.

Dois "altos funcionários do Hamas" também foram incluídos na lista de sanções: Muhammad Ahmad Abd Al Dayim Nasrallah, radicado no Catar, e Ayman Nofal, que teria supostamente morrido em um ataque aéreo na terça-feira, observou o Tesouro.

O Departamento também penalizou uma casa de moeda virtual com sede em Gaza e seu operador.

"O Hamas depende frequentemente de pequenas doações em dólares, inclusive por meio do uso de moeda virtual", explicou no comunicado.

As propriedades e os bens das pessoas afetadas pelas sanções nos Estados Unidos serão bloqueadas, denunciadas e retidas. As instituições financeiras que realizam determinadas transações com as entidades, ou pessoas, nessa lista estão expostas a medidas coercivas.

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