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Guerra escala: EUA e Irã trocam ameaças contra alvos de energia

Ameaças de ataques a usinas e bloqueio no Hormuz intensificam crise energética internacional.

Donald Trump (SAUL LOEB /AFP)

Donald Trump (SAUL LOEB /AFP)

Publicado em 22 de março de 2026 às 09h49.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o governo do Irã intensificaram as ameaças de ataques a instalações de energia no Golfo.

Trump afirmou que os EUA podem “obliterar” usinas de energia iranianas caso Teerã não reabra totalmente o Estreito de Hormuz em até 48 horas. A declaração marca uma escalada significativa na guerra, que já está na quarta semana.

Em resposta, o Irã advertiu que atacará infraestrutura energética e estratégica dos Estados Unidos na região caso a ameaça seja cumprida. Autoridades iranianas afirmaram que o Estreito de Hormuz permanece aberto, exceto para embarcações ligadas a “inimigos”.

Guerra afeta petróleo, gás e mercados globais

O Estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, opera sob forte tensão. A quase interrupção do tráfego marítimo desencadeou a pior crise do petróleo desde a década de 1970, com disparada de até 35% no preço do gás na Europa na última semana.

Analistas alertam que a ameaça de ataques a usinas iranianas amplia a incerteza global e pode pressionar bolsas e ativos de risco.

Ataques e escalada militar

Sirene de alerta soaram em Israel após novos lançamentos de mísseis iranianos. O Exército israelense informou que realizou bombardeios contra alvos em Teerã em retaliação.

O Irã também lançou mísseis balísticos de longo alcance, ampliando o risco além do Oriente Médio. Segundo autoridades israelenses, projéteis atingiram áreas próximas a instalações estratégicas no deserto de Dimona.

Além da frente com Israel, o conflito se estende ao Líbano, onde confrontos entre Israel e o Hezbollah — grupo apoiado pelo Irã — deixaram mortos e ampliaram a instabilidade regional.

Ataques a usinas de energia iranianas podem provocar apagões em larga escala, afetando refinarias, exportações de petróleo e centros militares. Países do Golfo também podem sofrer impactos severos, especialmente aqueles com acesso limitado a fontes alternativas de água dessalinizada.

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