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Petróleo pode bater recorde de 2008 com a guerra, segundo Goldman Sachs

Banco alerta para risco de oferta com conflito entre EUA e Irã, mas mantém projeção de queda dos preços até o fim de 2026

Petróleo: commodity recua com sinalização de fim da guerra, mas Brent segue acima de US$ 100 (Anton Petrus/Getty Images)

Petróleo: commodity recua com sinalização de fim da guerra, mas Brent segue acima de US$ 100 (Anton Petrus/Getty Images)

Caroline Oliveira
Caroline Oliveira

Colaboradora na Exame

Publicado em 22 de março de 2026 às 10h00.

Os preços do petróleo Brent podem ultrapassar o recorde histórico registrado em 2008 caso as interrupções no fornecimento se prolonguem em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, segundo analistas do Goldman Sachs.

“O Brent provavelmente ultrapassará sua máxima histórica se os fluxos reduzidos mantiverem o mercado focado no risco de interrupções mais prolongadas”, disse Daan Struyven, chefe de pesquisa de petróleo do Goldman.

O Brent atingiu um pico intradiário de US$ 147,50 por barril durante a crise financeira de 2008. Atualmente, os preços giram em torno de US$ 108 por barril, acumulando alta de aproximadamente 49% desde o início do conflito.

Apesar do cenário de curto prazo mais pressionado, o banco mantém a expectativa de recuo nos preços ao longo do ano. A projeção é de que o Brent volte para a faixa dos US$ 70 até o fim de 2026, com a esperança de normalização gradual dos fluxos de petróleo a partir de abril.

No entanto, os ataques recentes entre Israel e Irã contra infraestruturas de energia evidenciam os riscos para a oferta global que vão além de eventuais interrupções em rotas estratégicas.

O Goldman Sachs também destacou que episódios anteriores de choque de oferta indicam que os preços podem permanecer elevados por mais tempo em cenários de suspensão prolongada e perdas significativas de produção.

Segundo o banco, a produção de petróleo caiu, em média, 42% ao longo de quatro anos após os cinco maiores choques de oferta recentes, em um contexto marcado por danos à infraestrutura e baixos níveis de investimento.

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