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Governo do Benim diz que tentativa fracassada de golpe deixou mortos

No domingo, um grupo de militares armados com fuzis anunciou, na televisão nacional, a destituição do presidente Patrice Talon

Benim: os militares justificaram a ação pela deterioração constante da segurança no país (OLYMPIA DE MAISMONT/AFP)

Benim: os militares justificaram a ação pela deterioração constante da segurança no país (OLYMPIA DE MAISMONT/AFP)

Publicado em 8 de dezembro de 2025 às 20h02.

Várias pessoas morreram em Benim durante a tentativa fracassada de golpe de Estado registrada no domingo, segundo informou o governo nesta segunda-feira, 8, após reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

Na manhã do dia anterior, um grupo de militares armados com fuzis anunciou, na televisão nacional, a destituição do presidente Patrice Talon.

Os militares justificaram a ação pela deterioração constante da segurança no país, que fica na África Ocidental e tem enfrentado, nos últimos anos, avanço da violência jihadista, principalmente no norte.

Horas depois do anúncio, no entanto, Talon apareceu em rede nacional para afirmar que a situação estava sob controle.

De acordo com o relatório apresentado ao Conselho de Ministros, o grupo de soldados planejava destituir o presidente da República, submeter as instituições do Estado e questionar a ordem estabelecida. O plano incluiria a neutralização ou o sequestro de oficiais-generais e superiores do Exército.

Na manhã de domingo, confrontos violentos ocorreram entre os amotinados e a Guarda Republicana na residência presidencial, com registro de vítimas dos dois lados. O documento também cita a morte da esposa do diretor do gabinete militar do presidente, o general Bertin Bada, ferida mortalmente em outro ataque atribuído aos golpistas.

O governo informou ainda que retomou o controle da base de Togbin, em Cotonou, após realizar bombardeios aéreos seletivos, sem atingir bairros vizinhos. Parte dos golpistas foi detida, enquanto outros permanecem foragidos. Benim recebeu apoio militar do Exército da Nigéria e da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), que anunciou o envio de soldados de quatro países da região.

*Com informações da AFP

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