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Governo da Suíça ordena bloqueio de ativos de Maduro no país

Pessoas ligadas ao presidente também são afetadas pela medida, como sua esposa, familiares e ex-ministros

Cilia Flores e Nicolás Maduro: casal foi preso por forças dos EUA durante uma operação no último sábado, 3 (Juan Barreto/AFP)

Cilia Flores e Nicolás Maduro: casal foi preso por forças dos EUA durante uma operação no último sábado, 3 (Juan Barreto/AFP)

Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 11h45.

O governo da Suíça ordenou, nesta segunda-feira, 5, o congelamento imediato de todos os eventuais ativos no país pertencentes ao presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro.

A medida tem como objetivo impedir a fuga de capitais em meio ao novo contexto político envolvendo a Venezuela.

Segundo comunicado oficial, o bloqueio também atinge outras pessoas ligadas a Maduro, incluindo sua esposa, Cilia Flores, familiares e ex-ministros.

O governo suíço esclareceu que nenhum integrante do atual governo venezuelano em exercício é afetado pela decisão.

Congelamento vale por até quatro anos

A ordem de congelamento de bens entra em vigor de forma imediata e tem validade inicial de quatro anos, até nova determinação das autoridades suíças.

De acordo com o governo, a iniciativa busca garantir que eventuais bens adquiridos de forma ilícita não possam deixar o país.

A Suíça afirmou ainda que, caso procedimentos judiciais futuros comprovem que os recursos têm origem ilegal, os valores serão devolvidos em benefício do povo venezuelano.

Medida amplia sanções já existentes

O novo congelamento complementa as sanções suíças contra a Venezuela que estão em vigor desde 2018 e já preveem o bloqueio de ativos.

Segundo o comunicado, a decisão atual amplia o alcance dessas restrições ao atingir indivíduos que ainda não haviam sido sancionados no país.

*Com informações da AFP

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