Fed/Bostic: manteremos trabalho para que inflação caminhe rapidamente para meta

Em entrevista à emissora CBS, ele defendeu a necessidade de "reduzir o nível de demanda", o que mais adiante "conterá a inflação"
 (Bloomberg/Bloomberg)
(Bloomberg/Bloomberg)
E
Estadão ConteúdoPublicado em 25/09/2022 às 19:58.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou neste domingo, 25, que o banco central dos Estados Unidos "manterá o trabalho para que a inflação caminhe o mais rápido possível para a meta" de 2%. Em entrevista à emissora CBS, ele defendeu a necessidade de "reduzir o nível de demanda", o que mais adiante "conterá a inflação".

Questionado sobre os temores de uma recessão nos Estados Unidos, Bostic disse que a economia do país "ainda tem bastante impulso, estamos criando muito empregos". O dirigente disse que os EUA "precisam ter desaceleração, não há dúvida sobre isso". Ao mesmo tempo, enfatizou que o Fed deseja evitar "dor profunda" nesse aperto. "Não será fácil, haverá alguma perda de empregos", admitiu. Ao mesmo tempo, complementou que "há uma chance muito boa de que as perdas de empregos serão menores do que em outras situações".

Receba as notícias mais relevantes do Brasil e do mundo toda manhã no seu e-mail. Cadastre-se na newsletter gratuita EXAME Desperta.

Bostic disse que há espaço para que a economia "absorva nossas ações e desacelere de uma maneira relativamente ordenada". Ele apontou que "há muita incerteza agora", como a "situação na Rússia", em guerra com a Ucrânia.

Ao mesmo tempo, disse que alguns gargalos entre oferta e demanda "começam a diminuir", o que deve continuar a ocorrer nos próximos meses.

Ao comentar o mercado de trabalho "apertado", Bostic disse que ainda recebe relatos de dificuldades das empresas de encontrar trabalhadores. Ao ser questionado, ele disse que a imigração "poderia contribuir" para resolver o problema.