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Família de Mandela teme "morte iminente"

"A expectativa de uma morte iminente está baseada em motivos reais e graves", escreveram quinze membros da família em documento


	Sul-africanos homenageiam Nelson Mandela: o estado de saúde do Prêmio Nobel da Paz 1993, que completará 95 anos em breve, é descrito há mais de uma semana como "crítico, mas estável".
 (REUTERS/Dylan Martinez)

Sul-africanos homenageiam Nelson Mandela: o estado de saúde do Prêmio Nobel da Paz 1993, que completará 95 anos em breve, é descrito há mais de uma semana como "crítico, mas estável". (REUTERS/Dylan Martinez)

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Da Redação

Publicado em 3 de julho de 2013 às 15h49.

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Johannesburgo - A família de Nelson Mandela teme a "morte iminente" do ex-presidente, que está há mais de uma semana em estado crítico, segundo documentos judiciários consultados nesta quarta-feira pela imprensa sul-africana.

"Ele respira por aparelhos (...) A expectativa de uma morte iminente está baseada em motivos reais e graves", escreveram quinze membros da família - incluindo sua esposa Graça Machel e sua filha mais velha Makaziwe - na queixa apresentada contra Mandla, o neto de Mandela que exumou os restos mortais de três filhos do herói da luta contra o apartheid.

A queixa foi apresentada ao tribunal na sexta-feira, mas só se tornou pública nesta quarta, segundo a agência de notícias Sapa. "Sua saúde está em perigo", escreveram.

"Os requerentes desejam enterrar seu pai (...) na terra onde estão os restos mortais de seus antepassados e descendentes", acrescentaram, segundo o site do jornal Mail & Guardian.

A Justiça sul-africana rejeitou nesta quarta os argumentos do neto, que se nega a repatriar os restos mortais de três filhos do ex-presidente para Qunu (sul), a aldeia onde Mandela passou a infância e deseja ser enterrado.

Os filhos de Mandela haviam sido enterrados em Qunu, mas Mandla, neto mais velho e chefe do clã de Mvezo, os exumou e os enterrou em sua aldeia contra a vontade da família, que apresentou uma queixa judicial.

O estado de saúde do Prêmio Nobel da Paz 1993, que completará 95 anos em breve, é descrito há mais de uma semana como "crítico, mas estável". Ele foi hospitalizado em 8 de junho devido a uma infecção pulmonar recorrente.

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