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Falta de produtos e filas geram distúrbios na Venezuela

A Venezuela está sofrendo com a falta de produtos básicos, crise que se agravou neste ano por conta de um problema nas entregas durante o Natal


	Homem faz compras em uma loja subsidiada pelo governo da Venezuela
 (Meridith Kohut/Bloomberg)

Homem faz compras em uma loja subsidiada pelo governo da Venezuela (Meridith Kohut/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 12 de janeiro de 2015 às 21h34.

Caracas/San Cristóbal - Pelo menos uma dezena de manifestantes presos na Venezuela permanecem na cadeia nesta segunda-feira, e pessoas mascaradas queimaram um ônibus durante a noite, em meio a distúrbios por conta das longas filas para comprar produtos básicos, disseram ativistas.

A polícia deteve dezesseis pessoas que protestavam em frente a mercados durante o fim de semana, de acordo com a oposição, que também disse que quatro delas foram libertadas logo depois.

O grupo Fórum Penal afirmou que 18 pessoas ainda estavam presas na segunda. O governo não confirmou a informação.

A Venezuela está sofrendo com a falta de produtos básicos, crise que se agravou neste ano por conta de um problema nas entregas durante o Natal. O desabastecimento tem obrigado consumidores a fazer fila na porta dos mercados antes do amanhecer.

A oposição também acusa os soldados posicionados do lado de fora dos mercados a proibir que se tire fotos das filas, que às vezes dão a volta no quarteirão.

“Não somente o governo está forçando as pessoas a filas humilhantes, como ele quer filas em estilo cubano, silenciosas e amedrontadas”, disse Jesus Torrealba, líder de um movimento de oposição.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, cuja a popularidade tem caído, diz que agitadores de direita e a elite do país estão tentando derrubá-lo via uma “guerra econômica”.

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