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Ex-premiê pede humildade ao Banco do Japão para ajudar país

Shinzo Abe considera necessária a colaboração do BOJ para superar a deflação crônica japonesa e desvalorizar o iene

Tóquio - O ex-primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, favorito nas enquetes para se tornar o próximo chefe de governo japonês, pediu nesta quinta-feira que o Banco do Japão (BOJ) seja "humilde" e tomar novas medidas de flexibilização para ajudar o país.

Segundo a edição digital do jornal especializado em economia "Nikkei", Abe, candidato do opositor Partido Liberal-Democrata (PLD) para as eleições de 16 de dezembro no Japão, considera necessária a colaboração do BOJ para superar a deflação crônica japonesa e desvalorizar o iene.

Por isso o político, de 58 anos, incluiu em seu programa eleitoral a necessidade de revisar a lei que regula o papel do emissor japonês e advogado por uma flexibilização monetária ilimitada.

Em uma conferência hoje em Tóquio, o próprio Abe atribuiu às expectativas levantadas por seu programa político a recente desvalorização do iene, cuja força durante este ano em relação ao euro e o dólar gerou uma forte dor de cabeça para os exportadores japoneses.

"Quantos trabalhos foram salvos pela queda do iene?", perguntou Abe ao público, enquanto pediu ao BOJ para mostrar humildade e aceitar as políticas do governo.

O partido de Abe defende estreitar a cooperação entre o Executivo e o Banco do Japão, com a possibilidade inclusive de que este compre dívida pública diretamente das mãos do governo, embora para isso deveria reformar sua regulação.

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, que em 16 de dezembro se candidatará à reeleição pelo governante Partido Democrático (PD), criticou a proposta de Abe ao considerar que prejudicará à independência do Banco Central.

Noda lembrou que foi justamente a falta de independência dos emissores o que levou a situações como a rápida alta da inflação no Japão após a Segunda Guerra Mundial e a caótica situação na Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial.

A independência do BOJ causou um das primeiras disputas indiretas entre os dois principais candidatos às eleições gerais de dezembro, nas quais os japoneses elegerão o sétimo primeiro-ministro a governar o Japão nos últimos seis anos. EFE

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