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EUA reduz recomendação para quatro vacinas infantis; veja quais

Profissionais de saúde questionam a medida e temem que haja uma queda nas imunizações do país

Vacinas: medida afeta a vacina contra gripe (Freepik/Divulgação)

Vacinas: medida afeta a vacina contra gripe (Freepik/Divulgação)

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 07h39.

O governo dos Estados Unidos retirou do calendário vacinal infantil a recomendação de quatro imunizantes, incluindo o de influenza. A decisão foi anunciada na última segunda-feira, 5, pelo Departamento de Saúde, liderado por Robert F. Kennedy Jr.

A medida afeta as vacinas contra hepatite A e B, doença meningocócica (que causa meningite), rotavírus (responsáveis pela gastroenterite) e influenza. Agora, o governo americano recomenda esses imunizantes apenas para grupos de alto risco, ou por orientação médica no caso de "decisão clínica compartilhada", isto é, com o aval dos pais.

A cobertura para 11 doenças consideradas mais graves, como sarampo, poliomielite e catapora, permanece na lista principal de imunizações recomendadas para todas as crianças. A revisão ainda inclui a recomendação de uma dose única da vacina contra HPV, em vez das duas anteriores.

Mudança na política de imunização dos EUA

A mudança drástica no calendário de vacinação infantil ocorre um mês após o presidente Donald Trump recomendar a revisão da política de imunização, dizendo que os Estados Unidos precisam se alinhar a outras nações desenvolvidas. Segundo o Departamento de Saúde, foram analisadas 20 nações.

“Muitas nações pares que recomendam menos vacinas rotineiras alcançam bons resultados de saúde infantil e mantêm altas taxas de vacinação por meio da confiança pública e da educação, em vez de mandatos. Por exemplo, em 2024, os EUA recomendaram mais vacinas infantis do que qualquer país par, e mais do que o dobro das doses de alguns países europeus”, justificou a pasta.

A medida gerou forte debate entre profissionais de saúde. Ao aprovar a mudança, por exemplo, o diretor interino do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), Jim O'Neill, afirmou que “os dados apoiam uma programação mais focada que protege as crianças das doenças infecciosas mais graves, ao mesmo tempo em que melhora a clareza, a adesão e a confiança do público”.

Por outro lado, o presidente da Academia norte-americana de Pediatria, Sean O’Leary, afirmou que a redução nas recomendações pode minar a confiança em vacinas essenciais e contribuir para o retorno de doenças preveníveis.

“É fundamental que qualquer decisão" sobre essa questão "seja baseada em evidências e não em comparações que não levem em conta grandes diferenças entre países e sistemas de saúde”, defendeu.

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