Os Estados Unidos ofereceram à Ucrânia um pacote de garantias de segurança com validade de 15 anos como parte de uma proposta de paz em negociação com o governo ucraniano. (Andrew Harnik/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 29 de dezembro de 2025 às 10h06.
Os Estados Unidos ofereceram à Ucrânia um pacote de garantias de segurança com validade de 15 anos como parte de uma proposta de paz em negociação com o governo ucraniano. A informação foi confirmada nesta segunda-feira, 29, pelo presidente Volodymyr Zelensky, após encontro com o presidente americano, Donald Trump, segundo informações da AFP.
Apesar da sinalização, Zelensky afirmou que prefere um acordo com prazo maior. “Gostaríamos de um compromisso de até 50 anos, para dissuadir a Rússia de novas tentativas de tomar nosso território à força”, disse o presidente.
"Sem garantias de segurança, realisticamente, esta guerra não terminará", afirmou Zelensky a repórteres, por mensagens de voz respondidas via WhatsApp.
As garantias foram debatidas durante uma reunião entre Trump e Zelensky no domingo, na Flórida. Na ocasião, os dois conversaram sobre um possível acordo para acabar com a guerra, que começou em fevereiro de 2022 com a invasão das tropas russas ao território ucraniano.
Segundo Zelensky, o fim da lei marcial, em vigor desde o primeiro dia da invasão, dependerá das garantias de segurança. A lei proíbe que os homens ucranianos com idades entre 25 e 60 anos abandonem o país, exceto em casos especiais.
Zelensky não detalhou os termos da proposta americana, mas afirmou que o pacote de garantias inclui mecanismos de monitoramento e a presença de parceiros internacionais. Ele não especificou o tipo de presença prevista, mas o Kremlin reagiu à possibilidade de envolvimento da Otan.
A Rússia declarou que não aceitará o envio de tropas da aliança militar ocidental para o território ucraniano.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, e Donald Trump devem conversar nos próximos dias. Não há, no entanto, expectativa de diálogo direto entre Putin e Zelensky.
*Com informações da AFP