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EUA interceptam petroleiro que fugiu perto da Venezuela

O Ministério dos Transportes da Rússia denunciou a 'interceptação ilegal' do navio

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 13h32.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira, 7, que interceptaram um navio petroleiro sancionado que fugiu antes de chegar à Venezuela. A apreensão após três semanas de perseguição pelas forças americanas no oceano Atlântico.

O comando militar americano na Europa confirmou a apreensão do petroleiro Marinera, anteriormente conhecido como Bella 1, com uma mensagem na rede social X. A Guarda Costeira dos EUA interceptou o navio “por violações das sanções” de Washington, “em virtude de uma ordem emitida por um tribunal federal americano".

O navio repeliu uma tentativa dos EUA de abordá-lo em dezembro nas águas do Caribe e entrou no Atlântico. Durante a perseguição, a tripulação pintou uma bandeira russa na lateral, modificou o nome do navio e mudou sua matrícula para russa.

A tripulação do navio não ofereceu resistência no momento da abordagem, informou um funcionário americano citado pelo jornal The New York Times, que confirmou que a guarda costeira americana não avistou embarcações russas nas proximidades.

A Rússia enviou um submarino para escoltar o petroleiro, de acordo com reportagens do jornal The Wall Street Journal, após solicitar a Washington que interrompesse a perseguição ao navio.

Este seria o terceiro petroleiro ligado à Venezuela que os EUA apreenderam desde que aumentou a pressão sobre o governo do agora detido Nicolás Maduro, a quem imputaram acusações de narcoterrorismo.

Rússia denuncia 'interceptação ilegal'

O Ministério dos Transportes da Rússia denunciou nesta quarta-feira, 7, a “interceptação ilegal” do petroleiro Marinera. Segundo o país, a apreensão é ilegal e viola a Convenção das Nações Unidas de 1982 sobre navegação em mar aberto.

“Hoje, por volta das 15h, hora de Moscou (9h em Brasília), em mar aberto e fora dos limites das águas territoriais de qualquer país, o navio foi interceptado pela Guarda Costeira dos EUA e a comunicação com o navio foi perdida”, indicou a pasta.

“De acordo com as normas da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, em mar aberto aplica-se o regime de liberdade de navegação e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados nas jurisdições de terceiros Estados”, afirmou.

O governo russo argumentou que o petroleiro Marinera recebeu em 24 de dezembro de 2025 a permissão temporária para navegar sob a bandeira da Rússia.

*Com informações da AFP e da EFE

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