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A concorrência entre modelos de IA amplia as opções para empresas que buscam reduzir custos (Imagem gerada por IA/Exame)
Redação Exame
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 06h04.
O preço para usar inteligência artificial por meio de APIs vem mudando rapidamente à medida que novos concorrentes entram no mercado.
Modelos chineses, como os da DeepSeek, e alternativas de pesos abertos passaram a disputar espaço com empresas que tradicionalmente cobravam mais pelo acesso às suas tecnologias.
A consequência para quem contrata IA é direta: comparar apenas o preço por token já não basta para decidir qual solução faz sentido.
A concorrência ganhou força com empresas chinesas oferecendo modelos capazes de executar tarefas semelhantes às de alternativas proprietárias por uma fração do custo.
A diferença também aparece no preço. Segundo a análise, o Kimi K3, da Moonshot AI, alcança uma pontuação próxima à de um modelo fechado de fronteira, mas custa cerca de 30% do valor dele.
Um relatório da Mozilla publicado em setembro, ressalta que modelos de pesos abertos podem ser baixados e adaptados, embora isso não signifique necessariamente que todo o código, dados de treinamento e processo de desenvolvimento estejam disponíveis.
Para uma empresa, o custo real depende de como a IA será utilizada. Uma aplicação que processa milhões de documentos, por exemplo, pode gerar uma despesa muito diferente de um chatbot usado ocasionalmente por funcionários.
A própria competição está deslocando a comparação. Uma análise do Bank of America aponta que o mercado chinês começa a olhar menos para o preço isolado de cada token e mais para quanto custa concluir uma tarefa.
Modelos mais avançados continuam cobrando mais quando oferecem raciocínio, contexto extenso, recursos multimodais ou capacidade de executar fluxos com agentes.
Isso cria espaço para uma arquitetura híbrida. Tarefas repetitivas e de menor complexidade podem ser direcionadas para alternativas mais baratas, enquanto trabalhos que exigem maior capacidade podem continuar em soluções premium.
A pressão competitiva aumenta o poder de escolha das empresas. Torna-se possível avaliar diferentes opções de acordo com custo, desempenho, segurança, suporte e necessidade de infraestrutura.
Há, porém, uma diferença entre acessar um modelo por uma plataforma e operá-lo internamente. Pesos abertos podem permitir maior controle, mas a empresa ainda precisa considerar hardware, equipe técnica, manutenção e segurança.
A Mozilla também destaca que modelos fechados continuam atraentes para organizações que precisam de suporte, conformidade e uma solução pronta para uso.