EUA descartam punir países da UE após embargo do Irã

Decisão ocorre após os países decidirem impor um embargo às importações de petróleo do Irã

Washington - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou nesta terça-feira que dez países da União Europeia (UE) mais o Japão não estarão sujeitos às novas sanções que Washington aplicará a partir de julho, quando entrará em vigor o embargo do bloco às importações de petróleo iraniano.

Em janeiro, a decisão dos Estados Unidos ocorre após os países da UE decidirem impor um embargo às importações de petróleo do Irã, o que levou Washington a retirá-los da lista de países passíveis de sanções por comprar o produto de Teerã.

Os dez países europeus em questão (Espanha, França, Itália, Grécia, Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Polônia e República Tcheca) e o Japão 'reduziram significativamente seu volume de compras de petróleo do Irã', justificou Hillary em comunicado.

'Notificarei ao Congresso que as sanções relativas à seção 1.245 da lei de gastos de defesa de 2012 não serão aplicadas às instituições financeiras baseadas nesses países, por um período renovável de 180 dias', assinalou a secretária de Estado.

A lei, assinada pelo presidente americano, Barack Obama, em 31 de dezembro de 2011, contém uma cláusula que prevê sanções econômicas a partir do dia 30 de junho às instituições que fizerem transações relacionadas ao petróleo com o banco central iraniano.

No entanto, essa cláusula permite uma exceção para os países que tenham reduzido significativamente sua dependência do petróleo iraniano, por isso o governo dos EUA deve notificar ao Congresso sobre as medidas que cada um deles tomou nesse sentido.

'A proibição de qualquer nova compra de petróleo iraniano a partir de 23 de janeiro e a eliminação gradual dos contratos existentes a partir de 1º de julho demonstram sua solidariedade e compromisso para prestar contas ao Irã por sua decisão no cumprimento de suas obrigações internacionais', disse Hillary.

O embargo americano se inclui na lista de ações tomadas para pressionar o Irã a abandonar seu programa nuclear, acusado pelo Ocidente de ter fins bélicos, mas a República Islâmica resiste e garante ter apenas fins pacíficos com o enriquecimento de urânio. 

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