Ciência

Estado Islâmico explode Arco do Triunfo de Palmira na Síria

O Estado Islâmico tem feito campanha contra o patrimônio arqueológico nas zonas sob seu controle na Síria e no Iraque


	Estado Islâmico ameaça cidade histórica síria de Palmira: “Recebemos notícias de que o Arco do Triunfo foi destruído ontem [domingo]. O Estado Islâmico preparou-o há várias semanas”
 (AFP / Joseph Eid)

Estado Islâmico ameaça cidade histórica síria de Palmira: “Recebemos notícias de que o Arco do Triunfo foi destruído ontem [domingo]. O Estado Islâmico preparou-o há várias semanas” (AFP / Joseph Eid)

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Da Redação

Publicado em 5 de outubro de 2015 às 08h30.

Extremistas do Estado Islâmico explodiram o famoso Arco do Triunfo na cidade síria de Palmira, disse hoje (5) o chefe de Antiguidades do país.

“Recebemos notícias de que o Arco do Triunfo foi destruído ontem [domingo]. O Estado Islâmico preparou-o há várias semanas”, disse à AFP Maamun Abdulkarim.

O Estado Islâmico tem feito campanha contra o patrimônio arqueológico nas zonas sob seu controle na Síria e no Iraque e, em agosto, decapitou o antigo chefe de Antiguidades do país, de 82 anos.

Os extremistas já destruíram o tempo de Baal Shamin e o templo de Bel, com 2.000 anos, considerado a grande obra-prima de Palmira, desde que tomaram a cidade, em maio.

O Arco do Triunfo, situado na entrada da histórica rua com colunas das antigas ruínas, era o “ícone de Palmira”, afirmou Abdulkarim, alertando que os combatentes do Estado Islâmico já colocaram explosivos em outros monumentos.

“Isto é uma destruição sistemática da cidade. Querem arrasá-la completamente”, disse. “Querem destruir o anfiteatro, a colunata. Neste momento, receamos por toda a cidade”, acrescentou, apelando à comunidade internacional que “encontre uma forma de salvar Palmira”.

O grupo destruiu monumentos pré-islâmicos, túmulos e estátuas os quais consideram idolatria, mas especialistas destacam que o califado está também sendo financiado pela venda de artefactos no mercado negro.

Tanto a cidadela quanto as ruínas de Palmira foram classificadas como Patrimônio Mundial da Unesco (a agência das Nações Unidas para a educação e cultura) e, antes da guerra, atraíam cerca de 150 mil turistas por ano.

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