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Espanha prende 7 acusados de recrutar mulheres para o EI

Polícias da Espanha e do Marrocos prenderam sete pessoas em uma operação conjunta contra supostas tentativas de recrutar mulheres para levar ao Iraque e à Síria


	Estado Islâmico: Espanha está entre países europeus que lutam para combater a radicalização de jovens cidadãos muçulmanos e evitar que eles se tornem jihadistas
 (AFP)

Estado Islâmico: Espanha está entre países europeus que lutam para combater a radicalização de jovens cidadãos muçulmanos e evitar que eles se tornem jihadistas (AFP)

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Da Redação

Publicado em 16 de dezembro de 2014 às 09h43.

Madri - As polícias da Espanha e do Marrocos prenderam sete pessoas em uma operação conjunta contra supostas tentativas de recrutar mulheres para levar ao Iraque e à Síria a fim de apoiar insurgentes do Estado Islâmico, disse o Ministério do Interior espanhol nesta terça-feira.

A Espanha está entre diversos países europeus que lutam para combater a radicalização de jovens cidadãos muçulmanos e evitar que eles se tornem jihadistas na Síria e no Iraque, temendo que possam voltar para casa e tramar ataques por lá. 

Quatro mulheres e um homem foram presos em Barcelona e nos enclaves espanhóis no norte da África de Ceuta e Melilla, e dois homens foram presos na cidade marroquina de Fnideq, perto de Ceuta, como parte da operação, disso o ministério em comunicado. 

As sete pessoas foram acusadas de formar uma rede para encontrar, recrutar e enviar mulheres para a Síria e para o Iraque em nome do Estado Islâmico. 

No passado, algumas mulheres com passaportes europeus foram convocadas para o lado do Estado Islâmico para compor seus contingentes nos conflitos na Síria e no Iraque, ou para se tornarem esposas de militantes. 

Em setembro, a polícia espanhola prendeu nove pessoas suspeitas de pertencerem a uma célula militante ligada ao Estado Islâmico em Melilla, na costa norte da África. 

A Dinamarca disse na sexta-feira que enfrentava uma “significante" ameaça de cidadãos muçulmanos radicalizados voltando para casa vindos da Síria e do Iraque, onde pelo menos 110 pessoas foram lutar com grupos jihadistas como o Estado Islâmico.

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