Mundo

Escolha do nome é decisão pessoal do papa, dizem religiosos

São Francisco Xavier foi um missionário cristão e é apontado como um dos fundadores da Ordem dos Jesuítas – que é a do papa eleito ontem


	O argentino Jorge Mario Bergoglio, papa Francisco: os princípios históricos dos jesuítas foram evocados nessa quarta-feira pelo papa, como a tarefa de evangelizar
 (Max Rossi / Reuters)

O argentino Jorge Mario Bergoglio, papa Francisco: os princípios históricos dos jesuítas foram evocados nessa quarta-feira pelo papa, como a tarefa de evangelizar (Max Rossi / Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de março de 2013 às 08h50.

Vaticano – A escolha do nome pelo cardeal eleito papa é pessoal. Ao ser anunciado que há papa, imediatamente o nome é divulgado. O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, 76 anos, será o primeiro papa Francisco. Religiosos que acompanham o Colégio de Cardeais, do qual Bergoglio faz parte, dizem que a escolha refere-se a São Francisco Xavier.

São Francisco Xavier foi um missionário cristão e é apontado como um dos fundadores da Ordem dos Jesuítas – que é a do papa eleito ontem (13). Segundo a história do santo, nas missões como evangelizador e missionário, ele conquistou a conversão de várias pessoas ao cristianismo.

A simplicidade, a proximidade com a população e a busca pela compreensão e pelo respeito à cultura local são marcas dos jesuítas. De acordo com a história, Francisco Xavier, que viveu no século 16, morreu humildemente sobre uma esteira segurando a cruz de madeira – que é o símbolo dos jesuítas. Ontem, ao ser apresentado aos fiéis, o papa usava a cruz de madeira.

O papa Francisco é da Ordem Companhia de Jesus, também conhecida como jesuíta, que foi fundada no século 16 e passou a ser conhecida por suas ações missionárias, de pesquisas e de educação. Os jesuítas defenderam as primeiras reformas da Igreja Católica Apostólica Romana. Na chegada dos portugueses ao Brasil, os jesuítas os acompanharam e atuaram na catequese dos indígenas.

Os princípios históricos dos jesuítas foram evocados nessa quarta-feira pelo papa. Ele ressaltou que uma das tarefas da Igreja é evangelizar. A afirmação ocorre no momento em que o número de católicos sofre redução em países nos quais sempre predominou, como o Brasil. O papa emérito Bento XVI demonstrava preocupação com a queda de fiéis da Igreja.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosPapasPapa FranciscoIgreja CatólicaVaticano

Mais de Mundo

Costa Rica decide eleição no 1º turno com campanha focada em segurança

Irã alerta que eventual guerra contra os EUA seria 'catastrófica' para todos

Trump diz esperar acordo com o Irã após ameaça de guerra regional

Frio extremo em Nova York já deixa 14 mortos; cidade está em emergência