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Escalada no Oriente Médio paralisa voos e afeta rotas marítimas

Grupo Lufthansa suspende voos até 8 de março e navios evitam o Estreito de Ormuz

Aviões da Lufthansa no aeroporto de Frankfurt

 (AFP/AFP)

Aviões da Lufthansa no aeroporto de Frankfurt (AFP/AFP)

Publicado em 2 de março de 2026 às 07h30.

A escalada de ataques no Oriente Médio após ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o Irã levou companhias aéreas e transportadoras marítimas a suspender operações e desviar rotas na região.

O grupo Lufthansa anunciou nesta segunda-feira, 2, a suspensão de voos para Tel Aviv, Beirute, Amã, Erbil, Dammam e Teerã até 8 de março.

As empresas do grupo também deixaram de usar o espaço aéreo de Israel, Líbano, Jordânia, Iraque, Catar, Kuwait, Bahrein, Dammam e Irã. Os voos para Dubai ficaram suspensos até 4 de março, e as companhias do grupo deixaram de utilizar o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos.

A Emirates confirmou a suspensão temporária das operações para Dubai até pelo menos 8h desta segunda-feira, 2, após o fechamento do espaço aéreo em países da região. As partidas a partir de Dubai também foram interrompidas.

Os principais hubs de conexão regional, como Abu Dhabi e Doha, tiveram operações suspensas ou fortemente restritas desde sábado, 28. O Aeroporto Internacional de Dubai sofreu danos em ataques de retaliação do Irã. Também houve impacto nos aeroportos de Abu Dhabi e do Kuwait. Companhias como British Airways e Virgin Atlantic cancelaram voos para a região.

No transporte marítimo, a CMA CGM orientou, com efeito imediato, que embarcações no Golfo Pérsico ou a caminho da região permaneçam em segurança e informou que a passagem pelo Canal de Suez segue suspensa, com desvio pelo Cabo da Boa Esperança. Já a Hapag-Lloyd suspendeu o trânsito pelo Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo. A Maersk alertou clientes para possíveis atrasos devido a desvios de rota.

A Força Naval da União Europeia informou que a Guarda Revolucionária do Irã passou a advertir embarcações, por rádio, de que a travessia do Estreito de Ormuz “não estava autorizada”. A Organização das Nações Unidas declarou estado de alerta máximo, sem anunciar medidas adicionais.

Os Estados Unidos orientaram navios comerciais a manter distância do Golfo e a permanecer ao menos 30 milhas náuticas afastados de embarcações militares americanas. Dados do site MarineTraffic indicam que parte dos petroleiros recuou ou interrompeu a navegação antes de cruzar o Estreito de Ormuz no sábado.

*Com informações da EFE

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