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Em greve, usina de Santo Antônio entra em operação

Em construção no Rio Madeira, usina iniciou ontem a geração comercial, nove meses antes do previsto no contrato de concessão

Usina Santo Antônio: parte dos 15 mil trabalhadores da usina que estão em greve há 11 dias pode voltar ao trabalho na próxima semana (Germano Lüders/EXAME)

Usina Santo Antônio: parte dos 15 mil trabalhadores da usina que estão em greve há 11 dias pode voltar ao trabalho na próxima semana (Germano Lüders/EXAME)

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Da Redação

Publicado em 3 de maio de 2012 às 15h57.

Porto Velho - A usina de Santo Antônio, em construção no Rio Madeira, iniciou ontem a geração comercial, nove meses antes do previsto no contrato de concessão.

Duas turbinas capazes de produzir 71,6 MW cada uma, o suficiente para atender 350 mil residências, já estavam funcionando em regime experimental há algumas semanas, mas a partir de sexta-feira passaram a alimentar o Sistema Interligado Nacional.

Parte dos 15 mil trabalhadores da usina que estão em greve há 11 dias pode voltar ao trabalho na próxima semana. Uma proposta de acordo feita ontem pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Rondônia e Acre, já aceita pelo consórcio responsável pelas obras, estabelece 7% de reajuste para quem ganha até R$ 1.500 e 5% para quem recebe acima deste valor, além de pagamento dos dias parados. A proposta será votada na segunda-feira em assembleia dos trabalhadores.

A greve começou dia 9, entre funcionários da empresa Enesa, responsável pela instalação das turbinas de Jirau. Em seguida, o movimento teve adesão de trabalhadores da Camargo Corrêa, contratada pela Energia Sustentável do Brasil. O Sticcero pede reajuste salarial de 30%.

De acordo com nota divulgada pelo, nas alegações pedindo o fim da greve, o Consórcio Construtor Santo Antônio relatou que o movimento poderia provocar graves consequências para a cidade de Porto Velho, para comunidades ribeirinhas e para trabalhadores alojados no canteiro de obras, por causa dos riscos de sabotagem à geração de energia elétrica. Essas foram algumas das razões que levaram a Justiça a determinar o fim da greve. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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