ESG

Oferecimento:

LOGO SITE YPÊ
LOGO SITE COPASA
LOGO SITE COCA COLA FEMSA
LOGO SITE AFYA
LOGO SITE PEPSICO

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

Maior planta de reciclagem da América Latina aposta em IA para ganhar escala no Brasil

Em Guarulhos (SP), operação industrial da Flacipel tem capacidade para processar até 8 mil toneladas de resíduos por mês e separar mais de 130 tipos de materiais recicláveis

Sensores ópticos, esteiras automatizadas e inteligência artificial fazem parte da operação da Flacipel, considerada a maior planta de reciclagem da América Latina (Divulgação)

Sensores ópticos, esteiras automatizadas e inteligência artificial fazem parte da operação da Flacipel, considerada a maior planta de reciclagem da América Latina (Divulgação)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 17 de maio de 2026 às 16h00.

Enquanto o Brasil recicla apenas entre 4% e 8% dos cerca de 90 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos gerados por ano, operações industriais automatizadas começam a ganhar protagonismo na tentativa de ampliar a eficiência da cadeia de reciclagem no país.

No embalo do Dia Mundial da Reciclagem, celebrado em 17 de maio, e da sanção recente da Lei 15.088/2024 que proíbe a importação de resíduos sólidos e rejeitos, empresas do setor vêm acelerando investimentos em tecnologia para fortalecer a capacidade nacional de reaproveitamento de materiais.

É nesse cenário que a Flacipel, braço de reciclagem, logística reversa e economia circular do Grupo Multilixo, vem ampliando sua operação em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Considerada a maior planta de reciclagem da América Latina, a unidade ocupa uma área de mais de 20 mil metros quadrados e tem capacidade para processar até 8 mil toneladas de resíduos por mês.

Na prática, a operação funciona como uma linha industrial de triagem em larga escala. Sensores ópticos, lasers de precisão, separadores mecânicos e sistemas de inteligência artificial identificam e classificam mais de 130 tipos de materiais recicláveis, entre eles papel, plástico, vidro e metais ferrosos e não ferrosos. As linhas automatizadas conseguem atingir até 350 toneladas processadas por turno.

Segundo a empresa, o papel e o papelão representam a maior parte do volume reciclado diariamente, respondendo por cerca de 65% das toneladas processadas. Os plásticos somam aproximadamente 24%, enquanto os metais correspondem a cerca de 9% e o vidro representa outros 2%.

Parte dos resíduos restantes é transformada em Combustível Derivado de Resíduos (CDR), utilizado para abastecer a indústria cimenteira com energia renovável. 

A expectativa do setor é que a nova legislação impulsione ainda mais a demanda por recicláveis nacionais. Ao restringir a importação de resíduos, a medida tende a estimular a busca por matéria-prima dentro do próprio mercado brasileiro, aumentando a valorização dos materiais reaproveitados e fortalecendo a cadeia da reciclagem.

“Reforçamos nossa posição como um ator chave para o avanço de uma economia circular  sustentável”, afirma Silvio Urias, sócio-diretor do Grupo Multilixo.

Apesar do avanço tecnológico, especialistas apontam que o Brasil ainda enfrenta gargalos importantes para ampliar os índices de reciclagem, como baixa cobertura de coleta seletiva, desafios logísticos e falta de infraestrutura em diferentes regiões do país.

Além disso, grande parte da cadeia é sustentada pelo trabalho de catadores e cooperativas, que historicamente sustentam a atividade em condições muitas vezes precárias e informais. 

No contexto nacional, operações automatizadas vêm sendo vistas como parte da estratégia para aumentar escala, rastreabilidade e eficiência no reaproveitamento de resíduos.

yt thumbnail
Acompanhe tudo sobre:ESGSustentabilidadeClimaMudanças climáticasReciclagemLixoEconomia Circular

Mais de ESG

Ponto de inflexão: por que a escalada da IA depende dos ativos naturais?

A nova dinâmica de preços no mercado livre de energia

Em Bonn, presidência da COP31 lança meta de eletrificar 35% da energia global até 2035

Instituto Motiva investe R$ 1 bilhão para desenvolver impacto social nos territórios