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Diretor de empresa de ferry naufragado ficará 10 anos preso

O ferry Sewol afundou matando 304 pessoas, a maioria estudantes, na Coreia do Sul

Sewol: dos 304 mortos no naufrágio, 250 eram alunos da mesma escola secundária (South Korea Coast Guard/AFP)
DR

Da Redação

Publicado em 20 de novembro de 2014 às 13h56.

O diretor da companhia proprietária do ferry Sewol, cujo naufrágio na Coreia do Sul matou 304 pessoas, a maioria estudantes, foi condenado nesta quinta-feira a dez anos de prisão .

Kim Han-Sik, diretor-geral da empresa Chonghaejin Marine Co, à qual pertencia a embarcação que afundou em 16 de abril ao sul da península, foi considerado condenado por homicídio culposo por ter permitido que o ferry navegasse superlotado e por autorizar sua ampliação para admitir mais passageiros.

Outras dez pessoas também foram julgadas e condenadas a penas de diversos graus. Apenas uma foi absolvida.

No último dia 11, um tribunal sul-coreano condenou a 36 anos de prisão o capitão da balsa.

Lee Joon-Seok, de 69 anos, foi acusado de ter abandonado os 476 passageiros da embarcação. A promotoria havia solicitado a pena de morte para o comandante.

Após cinco meses de um julgamento marcado por depoimentos dolorosos, o tribunal considerou que a promotoria não conseguiu comprovar a acusação mais grave apresentada contra o capitão, a de homicídio por negligência.

Os juízes o consideraram culpado de abandonar os deveres como capitão, ao deixar a balsa quando centenas de passageiros permaneciam a bordo.

Parentes das vítimas presentes no tribunal da cidade de Gwangju (sul do país) reagiram enfurecidos com a absolvição da acusação de assassinato.

O magistrado, no entanto, destacou que se Lee e sua tripulação tivessem atuado de maneira correta no momento em que a embarcação sofreu os primeiros problemas, muitas vidas poderiam ter sido salvas.

Após a tragédia, o capitão e a tripulação foram muito criticados em um país abalado pela perda de tantos jovens. A presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, afirmou publicamente que as ações eram "equivalentes a assassinato".

Além do abandono da embarcação, os acusados foram condenados pela ordem que deram aos passageiros para que permanecessem onde estavam no momento em que a balsa começou a virar perigosamente.

Lee admitiu no julgamento que o pânico o paralisou e que não conseguiu adotar as medidas adequadas para tentar salvar os passageiros. Mas negou a intenção de sacrificar vidas.

A "Sewol", de 6.825 toneladas, transportava 476 pessoas no momento da tragédia. Dos 304 mortos, 250 eram alunos da mesma escola secundária.

O tribunal criticou a empresa que operava a "Sewol", a Chonghaejin Marine, por falta de formação adequada à tripulação.

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O diretor da companhia proprietária do ferry Sewol, cujo naufrágio na Coreia do Sul matou 304 pessoas, a maioria estudantes, foi condenado nesta quinta-feira a dez anos de prisão .

Kim Han-Sik, diretor-geral da empresa Chonghaejin Marine Co, à qual pertencia a embarcação que afundou em 16 de abril ao sul da península, foi considerado condenado por homicídio culposo por ter permitido que o ferry navegasse superlotado e por autorizar sua ampliação para admitir mais passageiros.

Outras dez pessoas também foram julgadas e condenadas a penas de diversos graus. Apenas uma foi absolvida.

No último dia 11, um tribunal sul-coreano condenou a 36 anos de prisão o capitão da balsa.

Lee Joon-Seok, de 69 anos, foi acusado de ter abandonado os 476 passageiros da embarcação. A promotoria havia solicitado a pena de morte para o comandante.

Após cinco meses de um julgamento marcado por depoimentos dolorosos, o tribunal considerou que a promotoria não conseguiu comprovar a acusação mais grave apresentada contra o capitão, a de homicídio por negligência.

Os juízes o consideraram culpado de abandonar os deveres como capitão, ao deixar a balsa quando centenas de passageiros permaneciam a bordo.

Parentes das vítimas presentes no tribunal da cidade de Gwangju (sul do país) reagiram enfurecidos com a absolvição da acusação de assassinato.

O magistrado, no entanto, destacou que se Lee e sua tripulação tivessem atuado de maneira correta no momento em que a embarcação sofreu os primeiros problemas, muitas vidas poderiam ter sido salvas.

Após a tragédia, o capitão e a tripulação foram muito criticados em um país abalado pela perda de tantos jovens. A presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, afirmou publicamente que as ações eram "equivalentes a assassinato".

Além do abandono da embarcação, os acusados foram condenados pela ordem que deram aos passageiros para que permanecessem onde estavam no momento em que a balsa começou a virar perigosamente.

Lee admitiu no julgamento que o pânico o paralisou e que não conseguiu adotar as medidas adequadas para tentar salvar os passageiros. Mas negou a intenção de sacrificar vidas.

A "Sewol", de 6.825 toneladas, transportava 476 pessoas no momento da tragédia. Dos 304 mortos, 250 eram alunos da mesma escola secundária.

O tribunal criticou a empresa que operava a "Sewol", a Chonghaejin Marine, por falta de formação adequada à tripulação.

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