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Dezoito turcos são sequestrados no norte de Bagdá

Um coronel da polícia iraquiana afirmou que o sequestro foi executado por homens armados e encapuzados que estavam a bordo de caminhonetes


	Soldado iraquianos em vigia: a empresa que empregava os sequestrados informou que eram 14 operários, três engenheiros e um contador
 (Stringer/Reuters)

Soldado iraquianos em vigia: a empresa que empregava os sequestrados informou que eram 14 operários, três engenheiros e um contador (Stringer/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 2 de setembro de 2015 às 12h01.

Homens armados sequestraram nesta quarta-feira 18 turcos que trabalham para uma empresa de obras públicas que construía um estádio de futebol em Sadr City, zona norte de Bagdá, anunciaram fontes governamentais turcas e iraquianas.

"Dezoito de nossos cidadãos foram sequestrados esta manhã em Bagdá", afirmou o vice-primeiro-ministro turco Numan Kurtulmus.

Ele acrescentou que Ancara colabora com as autoridades iraquianas na investigação.

"Nos informaram que separaram os trabalhadores turcos dos funcionários de outras nacionalidades nol momento do sequestro", afirmou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Turquia, Tanju Bilgiç.

O ministério do Interior do Iraque havia anunciado mais cedo o sequestro de 18 turcos.

Um coronel da polícia iraquiana afirmou que o sequestro foi executado por homens armados e encapuzados que estavam a bordo de caminhonetes. A fonte informou que entre as vítimas estão três engenheiros.

Procurado pela AFP, o grupo Nurol, que emprega as pessoas sequestradas, afirmou que não recebeu um pedido de resgate até o momento.

O Nurol, que atua no setor de construção e obras públicas, informou que 14 operários, três engenheiros e um contador foram sequestrados.

Os sequestros são frequentes em Bagdá. Desta vez o motivo pode ser político, já que Sadr City é um reduto das milícias xiitas pró-governo que lutam contra o grupo extremista sunita Estado Islâmico (EI), que controla áreas do Iraque desde o ano passado.

Durante muito tempo, Ancara foi acusada de ter sido indulgente com o EI. Mas o governo islamita moderado turco acabou autorizando aos países que integram a coalizão antijihadista o uso de sua base aérea de Incirlik (sul) para bombardear o grupo extremistas na Síria e no Iraque.

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