Repórter
Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 06h18.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou nesta quinta-feira, 30, conversas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o fim das restrições ao espaço aéreo comercial venezuelano, em vigor desde novembro.
O diálogo ocorre em meio à avaliação de uma retomada das relações diplomáticas entre os dois países, rompidas em 2019.
Delcy afirmou que recebeu nesta quinta-feira um telefonema de Trump e do secretário de Estado americano, Marco Rubio, no qual foi discutida a “agenda de trabalho” entre Caracas e Washington. Segundo a presidente interina, o tema central foi a reabertura do espaço aéreo venezuelano a companhias internacionais e investidores.
“Estamos falando de que cessem as restrições no espaço aéreo comercial da Venezuela, que venham todas as companhias aéreas que tiverem que vir, que venham os investidores que tiverem que vir”, disse Delcy ao final de uma manifestação de simpatizantes chavistas.
A dirigente assumiu o comando do país após a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante ataques dos Estados Unidos realizados em 3 de janeiro.
Trump anunciou nesta quinta-feira que as conexões aéreas comerciais com a Venezuela “serão abertas muito em breve” e afirmou ter determinado o início imediato do processo após a conversa com Delcy.
Durante uma reunião com integrantes de seu gabinete na Casa Branca, o presidente americano disse que deu instruções ao secretário de Transportes, Sean Duffy, e a outros órgãos, “incluindo os militares”, para que, “o mais tardar ao final do dia de hoje”, o espaço aéreo sobre a Venezuela seja reaberto para voos comerciais.
Em novembro, Trump havia advertido que o espaço aéreo venezuelano seria fechado “em sua totalidade”. Naquele período, o país enfrentou uma crise de conectividade aérea, após o cancelamento de diversos voos de companhias internacionais, da qual ainda tenta se recuperar.
A última companhia aérea americana a operar voos entre os Estados Unidos e a Venezuela foi a American Airlines, que suspendeu as rotas em 2019.
Após o anúncio feito por Trump nesta quinta-feira, a empresa informou que está “pronta” para retomar os voos comerciais entre os dois países.
*Com informações da EFE