Repórter
Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 16h32.
Última atualização em 25 de fevereiro de 2026 às 20h45.
Quatro pessoas a bordo de um barco com bandeira dos Estados Unidos foram mortas a tiros pela guarda costeira cubana, na manhã desta quarta-feira, 25, segundo um comunicado do Ministério do Interior de Cuba.
No texto, o ministério afirmou que houve troca de tiros entre os agentes e as pessoas a bordo da lancha. Seis dos passageiros do barco americano ficaram feridos no confronto, assim como o comandante da embarcação cubana, que tinha cinco pessoas a bordo.
"Quando uma unidade de superfície da Guarda Costeira do Ministério do Interior, com cinco militares a bordo, aproximou-se da embarcação para identificação, a tripulação da lancha abriu fogo contra os militares cubanos, resultando no ferimento do comandante da embarcação cubana", explicou a pasta.
E acrescentou: "Como consequência do confronto, até o momento deste relatório, quatro ocupantes da embarcação estrangeira foram mortos e seis ficaram feridos".
As autoridades disseram que a embarcação foi interceptada no que descreveram como águas territoriais cubanas. Registrado na Flórida, o barco estava próximo de El Pino, em Cayo Falcones, município de Corralillo, província de Villa Clara. O ministério não apresentou imediatamente informações detalhadas sobre as circunstâncias que levaram ao tiroteio.
Ainda não está claro se a lancha estava tentando entrar ou sair de águas cubanas no momento do ataque. Nenhum outro detalhe sobre a identidade das vítimas foi divulgado.
Segundo o Ministério do Interior de Cuba, os passageiros feridos foram evacuados e receberam assistência médica.
O Departamento de Estado dos EUA ou outro representante do governo americano se manifestou sobre o caso.
Note from the Ministry of the Interior:
On the morning of February 25, 2026, a violating speedboat was detected within Cuban territorial waters. The vessel, registered in Florida, United States, with registration number FL7726SH, approached up to 1 nautical mile northeast of the… pic.twitter.com/AEmwtAZ4lO
— Cuban Embassy in US (@EmbaCubaUS) February 25, 2026
As tensões entre os Estados Unidos e Cuba aumentaram após o governo de Donald Trump impor um bloqueio naval à ilha governada pelo regime comunista e reduziu drasticamente seu acesso a combustível. O republicano também já afirmou que a medida pode levar colapso do regime que já dura seis décadas.
Trump também tem pressionado outras nações a interromperem a contratação de profissionais de saúde cubanos, impactando ainda mais a ilha, que enfrenta dificuldades financeiras, especialmente agora que seu setor turístico foi duramente atingido.
Cuba é um estado de partido único desde a revolução de 1959, liderada por Fidel Castro, que derrubou um ditador apoiado pelos Estados Unidos. A nação caribenha, com cerca de 10 milhões de habitantes, dependeu do apoio da União Soviética até seu colapso em 1991 e, até recentemente, dependia do petróleo venezuelano subsidiado para suprir suas necessidades energéticas.
Na manhã de 25 de fevereiro de 2026, uma lancha rápida em violação das normas marítimas foi detectada em águas territoriais cubanas. A embarcação, registrada na Flórida, Estados Unidos, com o número de registro FL7726SH, aproximou-se a até 1 milha náutica a nordeste do canal El Pino, em Cayo Falcones, município de Corralillo, província de Villa Clara.
Quando uma unidade de superfície da Guarda Costeira do Ministério do Interior, com cinco militares a bordo, aproximou-se da embarcação para identificação, a tripulação da lancha abriu fogo contra os militares cubanos, resultando no ferimento do comandante da embarcação cubana.
Como consequência do confronto, até o momento deste relatório, quatro ocupantes da embarcação estrangeira foram mortos e seis ficaram feridos. Os feridos foram evacuados e receberam assistência médica.
Diante dos desafios atuais, Cuba reafirma sua determinação em proteger suas águas territoriais, com base no princípio de que a defesa nacional é um pilar fundamental do Estado cubano na salvaguarda de sua soberania e na garantia da estabilidade na região. As investigações pelas autoridades competentes continuam para esclarecer completamente os acontecimentos.